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Atentado em Moscou é visto como ação para atingir Agência de Inteligência e Ministério do Interior da Rússia

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Os dois atentados cometidos por “mulheres-bomba” ocorridos nesta segunda-feira, dia 29 de março de 2010, em Moscou, começam a ser vistos como ações de grupos extremistas da região do Cáucaso do Norte (Tchetchênia, Inguchétia e Daguestão), onde há grupos islamitas separatistas.

As informações até o momento estão limitadas, mas analistas têm apontado que os objetivos foram atingir e desmoralizar duas instituições essenciais do Estado russo: a sua atual Agência de Inteligência, (FSB) e o Ministério do Interior, responsável pela manutenção da ordem interna no país (no Brasil o correspondente próximo a isso seria o Ministério da Justiça, que acaba exercendo algumas atividades típicas do Ministério do Interior, além de outras).

As conclusões a esse respeito decorrem do fato de as duas bombas terem explodido coordenadamente, em momentos específicos, em locais que supostamente estavam determinados, embora a segunda bomba tenha sido detonada fora do lugar onde se imagina que deveria ser o alvo.

A primeira explodiu na estação Lubianka, a poucos quarteirões de onde fica sediada a FSB, e a segunda, embora não tenha sido detonada no local correspondente ao Ministério do Interior, uma vez que explodiu na estação Park Kultury, acredita-se que se deslocava para lá, mas a terrorista não conhecia detalhadamente o sistema de metrô, por isso a explosão ocorreu fora do alvo.  

As ações estão gerando manifestações de ira por parte dos russos, cujo povo tem como característica a determinação e a capacidade de sobrevivência. Eles tenderão a apoiar o seu governo, exatamente no momento em que este estava sob críticas de setores da população, acerca do relacionamento de autoridades com setores importantes da economia.

A comunidade internacional reagiu com indignação e apoio ao povo e ao governo russos, tendo recebido dos EUA propostas de ações conjuntas para o combate ao terrorismo, algo que pode servir para sedimentar o projeto de aproximação política entre os dois países.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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