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Atritos entre japoneses e chineses estão longe do fim

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Quase trinta dias se passaram desde o 7 de setembro, quando uma embarcação pesqueira chinesa colidiu com um barco-patrulha japonês no “Mar da China Oriental”, na região das ilhas Senkaku. Apesar do tempo decorrido, as tensões entre os dois lados não diminuem e ambos não atentam para as medidas preventivas contra o agravamento das tensões, contribuindo para a continuidade do “conflito”.

Após o incidente, a soberania das ilhas Senkaku, chamada de Diaoyu por chineses e taiwaneses, tornou-se palco de discussões triangulares, ganhando grande projeção nas relações sino-japonesas. As medidas e posturas adotadas, consideradas por alguns analistas como “desnecessárias”, apenas agravaram o contencioso.

A região das ilhas deverá ganhar reforço na segurança por mar e terra.  Uma medida que, para os governantes da região de Okinawa, visa a proteção da soberania japonesa. Contudo, para os especialistas, é uma forma de prevenir uma possível invasão chinesa.

As atitudes de ambas as partes preocupa os respectivos governos, pois está afetando a economia e a diplomacia regional. É algo que chamou a atenção do secretário-chefe do gabinete de governo do Japão, Yoshito Sengoku, visando prevenir sobre possíveis atitudes inadequadas. Para este o país não deveria criar mais atritos “desnecessários” com a China.

Tal pronunciamento foi uma crítica interna direcionada para os membros do “Partido Democrata”, em especial a Yukio Edano que fez comentários comprometedores para a diplomacia nipo-chinesa, podendo gerar descontentamento por parte de Beijing e prejudicar toda a nação.

No pronunciamento oficial de Edano, a China é um “mal vizinho”, que não respeita as leis e julga as relações entre os dois lados. A declaração foi feita depois de uma recente pesquisa sobre o grau de sentimento negativo da população japonesa para com a China.

Em defesa de relações estáveis e positivas, Sengoku fez um comunicado oficial, informando que as autoridades e o povo não devem fazer mal julgamento de um Estado por acontecimentos fúteis e o governo do Japão deve encarar tais problemas por múltiplas perspectivas e não entrar em choque com Beijing.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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