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Bolívia e Brasil voltam a debater o fornecimento de gás natural

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O governo boliviano voltou a pressionar o Brasil para obter o aumento da tarifa do gás natural exportado aos brasileiros. Além dessa exigência, os bolivianos pressionam o governo do Brasil e a Petrobrás para a redução da cota de gás destinada ao país.

 

Essa solicitação está no planejamento estratégico do presidente boliviano, Evo Morales, que deseja exportar para outros países, prioritariamente  à Argentina, e fornecer o combustível para as indústrias locais, que necessitam dessa garantia para incrementar suas atividades.

A lógica de Morales procede, pois a perspectiva é de que a Bolívia receba investimentos significativos da Rússia para projetos de infra-estrutura nos próximos anos (os cálculos chegavam a US$ 4,5 bilhões), os quais dinamizarão e economia do país, requerendo maior fornecimento de combustível para o mercado interno. A compensação, no curto prazo, se daria pelo aumento das tarifas. Ou seja, seriam duas medidas beneficiadoras, ao projeto do governo boliviano.

Recentemente, a Petrobrás reduziu a impostação de gás para quase a metade do potencial do gasoduto Bolívia-Brasil (16 milhões de metros cúbicos, diante da capacidade de 31 milhões do gasoduto).

Analistas interpretaram que foi um aviso de que o Brasil já não é tão dependente do fornecimento boliviano e, por isso, eles devem negociar a revisão do contrato entre os dois países segundo outras categorias, acrescentando-se o fato de que, graças às reservas do pré-sal, o Brasil, além de se tornar auto-suficiente, também deverá tornar exportador do produto, na próxima década.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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