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BRASIL CORRE EM BUSCA DA INFLUÊNCIA PERDIDA NA AMÉRICA LATINA

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Em reunião realizada no dia 20 de agosto, o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinaram ao todo oito acordos de cooperação para o desenvolvimento de uma série de projetos conjuntos, que implicará na realização de investimentos em diversos ramos industriais. A visita do ministro brasileiro à Venezuela, contou com uma delegação de empresários para prospectar áreas de possíveis investimentos.

 

O presidente venezuelano não demonstrou confiança nos acordos firmados e sugeriu, para garantir o financiamento dos projetos propostos, a criação de um fundo especial binacional, porém, nada foi acordado neste aspecto.

A Missão Empresarial foi organizada pelo MDIC, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que, além da Venezuela, percorreu países como o Perú e o Panamá para promover o aumento do comércio e investimentos bilaterais, bem como estudar possibilidades de cooperação com os setores produtivos brasileiros.

Na mesma semana o Brasil continua avançando para firmar mais acordos de cooperação na América Latina. Sábado passado, 22 de agosto, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Bolívia, assinou uma série de acordos de cooperação bilateral nos setores de energia, viário e mineração.

A reunião entre o mandatário brasileiro e o boliviano teve como principal objetivo a assinatura de um crédito de 332 milhões de dólares que o Brasil concederá à Bolívia para construir uma estrada de306 km, que ligará Villa Tunari ao povoado de San Ignacio de Moxos, na Amazônia boliviana, sendo esta uma região conhecida por ser isolada dos centros econômicos e de comércio do país.

Na pauta da reunião também se discutiu o acordo sobre as bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, iniciativa que foi recebida com diversas críticas dos países latino-americanos.

As reuniões realizadas refletem a percepção do Brasil (ainda que não divulgada e admitida oficialmente) sobre o descrédito e a ineficácia do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) e a perspectiva de que a UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) não deve passar de um foro de debates, sendo estes os fatos que fazem o Brasil começar a intensificação das relações bilaterais com os países da região, via acordos de cooperação, com objetivo de equilibrar as relações na América Latina e reavivar a influência brasileira na região enfraquecida pelo longo e fracassado processo de integração latino-americana.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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