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Brasil e França planejam ação conjunta para defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU

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Às vésperas da reunião anual do G-8, que ocorrerá entre os dias 8 a 10 de julho em L’Aquila, Itália, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Nicolas Sarkozy (França) defenderão conjuntamente a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e dos principais órgãos financeiros, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

A ação conjunta entre o Brasil e a França para defender a reforma do Conselho de Segurança começou a ser articulada desde a primeira visita Sarkozy ao Brasil, no ano passado, para estreitar os laços de cooperação entre os dois países.

Cabe ressaltar que o Conselho de Segurança, órgão das Nações Unidas com responsabilidades sobre a segurança mundial, é composto por 15 Estados membros, sendo cinco deles permanentes e com direito de veto: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China. Os outros 10 membros são rotativos e têm mandatos de dois anos, sem direito a veto.

Apesar de a França já ser flexível com relação à reforma do Conselho, foi significativo o presidente Lula conseguir o apoio de um país que é membro permanente do Órgão. Será difícil, no entanto, será convencer os demais países que possuem maiores interesses geoestratégicos que os franceses e não estão dispostos a mudar suas linhas de atuação. As possibilidades para o Brasil conseguir sucesso neste projeto passa por negociações com os demais membros do BRIC (BRASIL/RÚSSIA/ÍNDIA/CHINA) que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes (Rússia e China), porém não estão dispostos a apoiar uma reforma no Conselho. Assim, terá o apoio de três dos cinco membros. Se a negociação será um grande desafio dentro do BRIC, a negociação com os demais membros permanentes do Conselho: EUA (Estados Unidos da América) e Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (essencialmente a Inglaterra), que normalmente age em parceria nas tomadas de decisão, quando se trata de política internacional, será outro tipo de negociação e sem garantias de sucesso.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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