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BRASIL SERÁ EXCLUÍDO DA NOVA RODADA DE NEGOCIAÇÕES DO “PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO”

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Em declaração realizada no sábado, dia 11 de setembro, o numero 2 do “Departamento de Estado dos EUA”, James Steinberger, declarou que o os EUA não querem a participação brasileira na nova rodada de negociações que ocorrerá para tratar do “Programa Nuclear Iraniano”. Nas palavras da autoridade, há “diferença de táticas” entre o posicionamento brasileiro e o estadunidense.

 

Segundo fontes de notícia, o ministro brasileiro das “Relações Exteriores”, Celso Amorim, afirmou que vários países europeus desejavam a presença do Brasil, mas isto foi recusado pelo governo dos EUA.

No entanto, a maioria dos membros da “União Européia” (UE) estão ao lado dos estadunidenses e, certamente, apoiarão a exclusão do Brasil, que também já começa a ser excluído da participação em projetos de vulto internacional, nos quais haja a presença das grandes potências, dentre eles o megaprojeto internacional para o desenvolvimento da “fusão nuclear”.

Os EUA estão mantendo sua postura e estratégia. Recentemente estiveram na Turquia, onde realizaram reuniões com este antigo aliado, solicitando que apóiem as sanções contra o Irã, deixando de lado a postura adotada quando da assinatura do “Acordo Turquia-Irã-Brasil”. Além disso, estão cumprindo agenda de parceria com a Coréia do Sul e, recentemente, o “Departamento de Estado dos EUA” elogiou a decisão dos sul-coreanos de adotarem sanções unilaterais contra o Irã, além acatarem as sanções da “quarta rodada” aprovada pela “Organização das Nações Unidas” (ONU), na “resolução 1929, do Conselho de Segurança da ONU”.

Segundo divulgado por Seul (Capital da Coréia do Sul), serão extintas as autorizações prévias às transações financeiras com o Irã e foi feita uma lista com 102 instituições e 24 iranianos que sofrerão punições.

Os norte-americanos estão trabalhando também no campo da diplomacia com o governo iraniano. O governo dos EUA negou de pronto a certeza da informação contida nas denúncias feitas na mídia por um grupo dissidente do Irã, acerca da existência de uma instalação subterrânea secreta para enriquecimento de urânio, encravada em uma montanha.

Segundo anunciado pelos norte-americanos, não há certeza de que a instalação seja para este fim. Também declararam que já havia conhecimento do fato fazia muitos anos. Além disso,  aceitaram as declarações do governo de Mahmoud Ahmadinejad de que seu país não possui uma instalação secreta de enriquecimento de urânio.

As denúncias foram feitas por um grupo de dissidentes que obtiveram as informações de fontes ligadas ao grupo “Conselho Nacional de Resistência do Irã” (CNRI), oposicionistas no exílio, e aos chamados “Organização Mujahideen Popular do Irã”, grupo guerrilheiro que combate o atual regime iraniano.

Estas fontes coletaram material sobre o “programa nuclear iraniano” e entregaram fotos de satélite de escavações feitas próximas à instalações  militares, situadas a nordeste de Teerã, a capital do país.

De acordo com observadores, as denúncias?são duvidosas, uma vez que, segundo declarações existentes na mídia, este grupo de oposição no exílio já havia feito outras que se mostraram infundadas, pois age com fins políticos.

O problema é que, mesmo com as afirmações de que a instalação será usada para enriquecer o minério, não foram apresentadas fotos internas, nem evidências de que ali estão instaladas as centrífugas para o enriquecimento do mineral.

Analistas, no entanto, afirmam que a possibilidade de haver usinas secretas é real, da mesma forma que já há indícios de que elas estão encravadas em montanhas. Por essa razão, acreditam que as atitudes dos estadunidenses se devem ao desejo de evitar a guerra, algo que pode ser feito nas próximas reuniões, das quais o Brasil está sendo excluído.

Alem disso, sabem do risco que há para a segurança do “sistema internacional” caso uma guerra entre Irã e Israel se inicie. Algo possível, caso seja confirmada a existência em estágio avançado de usinas para enriquecimento de urânio, situação que os israelenses provavelmente não aceitarão.

Os observadores também acreditam que os israelenses desejam evitar a guerra, mas não poderão correr o risco de permitir um Irã nuclearizado. Assim, eles podem invadir o país e bombardear suas usinas nucleares, no caso da confirmação dessas usinas.

Neste sentido, de acordo com a tendência atual das análises apresentadas pelos observadores, os norte-americanos estão investindo com maior intensidade na diplomacia e estão trabalhando de forma coordenada em negociações direcionadas em cinco focos: (1) com as grandes potências; (2) com as potências que têm investimentos no Irã, em especial com a China e a Rússia; (3) com os países do Oriente Médio; (4) com Israel e (5) com o próprio Irã.

Como tem ficado explícito, devido a estratégia adotada pela política externa brasileira, o Brasil não está sendo contemplado nestas negociações, ficando de fora do grupo de potências consideradas essenciais para a regular o “sistema internacional”.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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