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Cenário após as eleições locais na França preocupa Nicolás Sarkozy

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À guisa de esclarecimento e em prol da melhor compreensão sobre as eleições locais que ocorreram na França, ontem, domingo, dia 27 de março, faz-se necessário expor a organização territorial-administrativa deste país.

De acordo com o site do próprio governo, diferentemente do Brasil, a França é um modelo de Estado e não um Estado federal. Sua administração, contudo, é descentralizada. A organização territorial francesa se estrutura em Departamentos, Regiões, Arrondissements, Cantões. Para facilitar o planejamento regional, os Departamentos foram agrupados em 21 circunscrições de ação regional, ou Regiões. No plano administrativo, os Departamentos estão divididos em 322 unidades, os Arrondissements, que se subdividem em 3.208 cantões (o círculo eleitoral dentro do qual um “Conselheiro Geral” – vereador – é eleito).

Neste mês de março ocorreram as eleições locais para renovar a metade dos representantes dos “Conselhos Gerais” (para um mandato de 6 anos) dos Departamentos nos quais a França se divide. No dia 20, domingo retrasado (uma semana de diferença), os franceses foram às urnas para votar no primeiro turno das eleições locais.

O “Partido Socialista” (PS) saiu à frente, com 25% dos votos, seguido pela “União por um Movimento Popular” (UMP), de Sarkozy, com 17% e a extrema-direita “Frente Nacional” (FN) logo atrás, com 15% – um resultado recorde para este partido.

O segundo turno das eleições locais realizadas neste domingo, dia 27 de março, confirmou o avanço socialista e da extrema-direita na França, além do estancamento da direita no poder. Os candidatos do PS obtiveram 35,91%, ficando à frente do governista UMP com 18,57%. Em terceiro lugar, ficou o FN com 10,55%, segundo apuração de mais de 80% dos colégios eleitorais. Estas eleições também foram marcadas por uma abstenção recorde de 56%.

Este resultado indica mudanças que podem refletir na disputa presidencial de 2012, o que preocupa o presidente Nicolás Sarkozy. Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa “Harris Interactive” para o jornal “Le Parisien”, a ascensão da extrema direita indica que a líder da FN, Marine Le Pen, poderá ter mais votos do que o atual chefe de Estado francês na futura eleição presidencial.

Agora a FN tem um rosto mais jovem e está se esforçando para despir-se de sua imagem extremista, tendo anunciado, no dia 26 de março, a expulsão de um de seus candidatos nas eleições locais, depois de um site de uma revista publicar uma foto do candidato fazendo a saudação nazista.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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