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CHÁVEZ ANUNCIOU SUA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou neste domingo, dia 21 de novembro, que será candidato à Presidência da República, em 2012. O anúncio não traz novidade, pois ele já estava em campanha eleitoral desde as “Eleições Legislativas” no país, em setembro deste ano (2010), quando usou do status político que detém para garantir votos ao seu partido, o “Partido Socialista Unido de Venezuela” (PSUV), temendo a vitória da Oposição.

 

O Partido teve uma vitória apertada, uma vez que não conseguiu a maioria necessária à manutenção do controle no Congresso, algo que obrigará o Presidente a negociar os projetos e a aplicação das políticas públicas governamentais.

Observadores internacionais e analistas chegaram a conclusão de que a oposição detém, hoje, a maioria do eleitorado, tendo perdido o pleito de 26 de setembro, graças aos arranjos feitos pelo Governo para não permitir que esta maioria se expressasse no número de Deputados eleitos.

Segundo foi amplamente divulgado, no início do ano foram feitas fusoes e fragmentações de “zonas eleitorais” em função das necessidades do Governo. Com a “vitória” conseguida sob essas condições, Chávez partiu para a estratégia de recuperar status de protagonista internacional fazendo viagens para negociações com os países opositores às grandes potências e buscando investidores para projetos em seu país, em especial no setor energético. Trouxe a novidade de apresentar a proposta da construção de uma “Usina Nuclear” venezuelana com tecnologia russa.

Além disso, com a crise política e econômica interna na Venezuela, está dentro da estratégia de recuperar o papel de protagonista no cenário internacional a volta ao intenso confronto com os EUA, como forma de chamar a atenção de seus seguidores para a liderança que representa. Por essa razão, está acusando este pais de fazer investimentos para a desestabilização do seu governo, também para estimular a oposição e buscar criar condições para uma intervenção aramada. Da mesma forma voltou a usar do expediente de denunciar planos para matá-lo, como fez na semana passada, chegando a afirmar que o valor que está sendo oferecido é de 100 milhões de dólares.

Os analistas afirmavam que o candidato a Presidente do PSUV seria ele e faria o anúncio em breve. Sendo assim, não houve surpresa, da mesma forma que ainda se espera que, com a declaração, o processo político venezuelano comece a radicalizar, pois a novo Congresso assumirá em 2011 e Chávez sabe que ocorrerão perdas políticas significativas, razão pela qual anunciou também que não negociará com os opositores, para não permitir o que chama de “marcha ré” no processo revolucionário que lidera.

Em suas palavras: “As eleições de dezembro de 2012 estão logo ali e pode-se dizer que a campanha já começou. Vocês sabem que se Deus me der vida e saúde, serei candidato presidencial… (…). E vocês decidirão se este soldado seguirá à frente da revolução ou permitirão que a burguesia entre para arruinar com os sonhos de um povo…, (…). Eu conto com vocês e estou certo de que faremos uma grande batalha e teremos uma grande vitória nas eleições de 2012…, (…), a burguesia seguirá acariciando a idéia de desestabilizar o país”.

Observadores estão afirmando ainda que o confronto será intenso com ações diretas contra os opositores, perseguições políticas, novas nacionalizações e o uso de qualquer expediente para impedir o crescimento do poder das lideranças que hoje se posicionam como antichavistas, grupo não mais identificado como direita, pois tem agregado vários políticos e líderes que antes estiveram ao seu lado, mas que começaram a ficar temerosos com o excesso concentração de poder alcançado pelo Presidente. Ao que tudo indica os confrontos vão começar antes do novo Congresso assumir.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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