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Chávez aumenta medidas para controlar a sociedade venezuelana

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O governo da Venezuela adotou mais medidas para aumentar o controle sobre a sociedade venezuelana. Tem sido disseminada na mídia internacional a questão da proibição feita aos jornais do país de publicarem fotos com cenas de violência, em especial aquelas que mostram corpos ensangüentados, cadáveres e atos que possam ofender o cidadão. Em especial, que possam ofender o que foi declarado pelo presidente do país, Hugo Chávez, como “os direitos das crianças”.

Observadores têm destacado que a questão diz respeito ao fato de alguns jornais, principalmente os dois que foram alvos da proibição imediata, o “El Nacional” e o “Tal Caul”, estarem  tratando da questão da violência crescente na Venezuela, mostrando as derrotas do governo e o fracasso das políticas assistencialistas que não produziram efeitos para a sociedade, ao contrário da publicidade feita por Chávez.

Estes dois jornais são opositores do governo, por isso, a medida foi direta contra eles, embora  extensiva aos demais meios de comunicação. De acordo com analistas, como ambos precisam ser silenciados, a revogação ocorrida ontem, quinta-feira, dia 19 de agosto, não foi aplicada aos dois, já que há urgência de evitar denúncias, pois os venezuelanos irão às urnas em 26 de setembro de 2010, para as eleições legislativas.

A questão do controle do conteúdo das fotos publicadas em jornais foi completada por outra Ação do governo que estava em andamento ao longo dos dois últimos meses: a proibição de que os Bancos possam ter participação acionária em meios de comunicação.

O governo alega que a medida vem para preservar o cidadão contra o controle realizado por grandes grupos econômicos internacionais, mas observadores afirmam que o objetivo é impedir que os grandes Bancos disponibilizem recursos para os meios de comunicação, algo que levará ao gradual enfraquecimento deles e futura estatização por custos políticos menores.

A última medida adotada pelo governo foi a decisão da “Assembléia Nacional” da Venezuela de nacionalizar (estatizar) a principal seguradora venezuelana, a “Seguros A Previsora”. De acordo com o divulgado na “Europe Press”, “foi declarada de utilidade pública e social as Ações e os bens móveis e imóveis”.

Pelo entendimento do presidente Chávez: é a forma de “sair da podridão do capitalismo”, caminhando no sentido de uma reforma socialista do sistema financeiro. Completou afirmando que “os venezuelanos agora podem poupar, mas não nas carteiras podres da burguesia que leva o dinheiro para os EUA ou para paraísos fiscais”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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