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Chávez investe em proposta de restauração das relações com a Colômbia

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitou a posse do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, para lançar sua estratégia de reaproximação com os colombianos. Antes da posse aproveitou a reunião que teve com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual assinou Acordos comerciais, para solicitá-lo que cumpra uma “missão” na Colômbia: informar a Santos seu desejo de diálogo para restauração plena das relações, da mesma forma que encaminhou seu Chanceler, Nicolás Maduro, para que apresente os desejos de sucesso, e informe que deseja conversar pessoalmente. Caso Santos não possa ir à Caracas, ele estará dsposto a se dirigir até Bogotá.

Todo o discurso negativo foi direcionado a Álvaro Uribe, o qual culpou pelas relações conflituosas entre os dois países. Uribe, por sua vez, antes de entregar o cargo presidencial, deu entrada em processo contra Chávez no “Tribunal Penal Internacional” (TPI), acusando-o de “delitos de guerra e lesa humanidade”, além de uma ação contra o Estado venezuelano, perante a “Comissão Interamericana de Direitos Humanos” (CIDH).O venezuelano ignorou os processos e disse que constituem um “salto no vazio”, acreditando que, com o novo governo, a situação se acalmará.

A Venezuela passa por crise econômica grave e, por isso, Chávez está evitando confrontos que possam desgastá-lo até o final das eleições legislativas que ocorrerão em setembro deste ano, 2010. Para demostrar postura positiva, solicitou às “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC) que libertem todos os prisioneiros e caminhem no sentido da pacificação com o novo governo colombiano.

Santos anunciou em seu discurso de posse que deseja negociar para garantir a estabilidade política do país, mas o próprio Chávez deu indicações de que o discurso está limitado às intenções, tanto que afirmou haver passos a serem dados até que as intenções se tornem realidade.

Analistas acreditam que não haverá mudanças significativas na condução da política externa colombiana.  Afirmam que ocorrerá um período de acomodação, com a restauração das relações e busca de diálogo com as FARC, mas a postura política manterá o mesmo caminho, significando que a restauração será por tempo limitado.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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