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Chávez trabalha para manter base eleitoral para eleições de 2012

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O “Presidente da Venezuela”, Hugo Chávez, está aproveitando da entrada de recursos em seu país, derivada do aumento dos preções do barril de petróleo, para executar estratégia que garanta sua base eleitoral. O objetivo são as eleições presidenciais que ocorrerão no final de 2012. O governo aumentou, dia 26 de abril, terça-feira, as taxas sobre as “receitas excepcionais” relacionadas ao preço do petróleo, destinando os recursos originados delas para o financiamento de programas sociais.

Segundo o ministro do Petróleo, Rafael Ramirez, a Venezuela poderá garantir um montante superior a 16 bilhões de dólares ao ano se o preço do barril for mantido na faixa dos 110dólares. Chávez, a reboque do manifestações sobre a taxação deste recursos declarou que “É justo que face a estes aumentos de preços, os lucros revertam para o povo venezuelano”.

Analistas políticos afirmam que e medida tem caráter prioritariamente político, pois além da responder às demandas da sua base eleitoral, o mandatário combate diretamente a Oposição, pois o aumento das taxas foi aprovado graças aos poderes excepcionais que ganhou para governar por Decretos, combatidos pela oposição no Legislativo venezuelano, bem como pela “Comunidade Internacional” devido ao caráter ditatorial que poderia ser impresso ao instrumento.

Mantendo a linha de garantir sua base, na mesma data, 26 de abril, o Governo também realizou aumento do salário mínimo no país, em 25%. Segundo divulgado, ele será feito em duas etapas: 15%, em maio, e os restantes 10%, em setembro.

O valor chegará a, aproximadamente, 360 dólares (247 euros, ou 700 reais) e o Presidente, demonstrando que a medida também visa as eleições, fez discurso em que comparou suas medidas com as adotadas pelos europeus, quando aplicaram  ações para combater o déficit público. Afirmou: “Aqui não estamos a cortar nos salários e nas pensões, nem a aumentar a idade da reforma, nada disso”.

Apesar do apoio recebido pelos aliados, o “Partido Comunista da Venezuela” (PCV) solicitou aumento de 40% no salário mínimo para que seja possível superar a inflação no país. Como são aliados do governo, acreditam os observadores que a manifestação visa justificar o aumento realizado e legitimar outro futuro, quando estiverem próximas as eleições, já que ele poderá ser usado de forma a garantir apoio eleitoral dos diretamente afetados.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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