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Chile realizou eleição em clima de tranqüilidade e tendência de eleição de um presidente de centro-direita

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Ontem, dia 13 de dezembro de 2009, foram realizadas eleições gerais no Chile, quando foram votados os candidatos à Presidência da República; 20 Senadores e 120 Deputados.

A eleição correu tranquilamente e, já na noite de ontem, após a divulgação dos resultados da contagem da quase totalidade dos votos (98,32% da urnas), ficou estabelecido que haverá segundo turno, a ser realizado em 17 de janeiro de 2010.

Os candidatos que disputarão o cargo presidencial são: Miguel Sebastián Piñera, da coligação Alianza, de centro-direita, que conseguiu nesta primeira etapa 44,05% dos votos, e o ex-presidente chileno, Eduardo Frei Ruiz, da coligação Concertación (da atual Presidente da República, Michelle Bachelet), que recebeu 29,6% dos votos.

As reações, até o momento, são de ansiedade entre os grupos à esquerda, com declarações de Michele Bachelet de que o segundo turno é outra eleição, podendo ocorrer uma reversão, e de José Miguel Insulza, secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), de que a eleição de Piñera “não significará o fim do mundo”, tentando minimizar o impacto da possível escolha de um candidato contrário à onda socialista que percorre a América Latina.

Os jornais do continente praticamente não estão divulgando ou dando destaque aos resultados eleitorais no Chile, ao contrário do que fizeram com os resultados na Bolívia e no Uruguai, apesar de o peso econômico chileno ser superior ao do boliviano e uruguaio juntos.

Esse comportamento da mídia tem intrigado os analistas de política internacional, pois, caso seja eleito, Piñera será o primeiro presidente de centro-direita eleito pelos chilenos, após a entrega do poder pelo general Augusto Pinochet.

Além disso, também tem sido apontado que o resultado significará uma divisão mais clara em blocos polarizados na América Latina, com quatro países optando claramente pelo modelo liberal (Colômbia, Peru, Chile e Honduras, apesar de haver o problema do debate e reconhecimento dos resultados eleitorais hondurenhos e mesmo que eles não constituam um grupo instituído, agindo independentemente) e oito países da ALBA (Antígua e Barbuda; Bolívia; Cuba; Dominica; Equador; Nicarágua; São Vicente e Granadinas; Venezuela, com destaque para Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua).

O antagonismo será mais destacado na América do Sul, pois os países do MERCOCUL são de centro-esquerda e tendem a agir pró os bolivarianos, mesmo que seus comportamentos tenham sido de negociadores, transitando nos dois campos.

Analistas ainda apontam que, apesar da grande maioria na América do Sul tender ao socialismo, a eleição de um presidente de centro-direita no Chile trará equilíbrio na região, embora acreditem que se vislumbra uma polarização mais intensa nos próximos anos, caso a vitória de Piñera se concretize no segundo turno.  

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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