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China adverte sobre manobras militares sul-coreanas conjuntas com aliados

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A Coréia do Sul anunciou a realização de manobras militares conjuntas com forças aliadas no “Mar do Japão” e no “Mar Amarelo”. Tal anúncio despertou a “preocupação” de Beijing com a segurança na região. Segundo a chancelaria chinesa, não serão admitidos exercícios militares de estrangeiros nas extensões territoriais chinesas do “Mar Amarelo”.

Para as autoridades da China, tais exercícios não ajudarão na resolução das tensões entre as duas Coréias, mas trarão mais instabilidade, pois a “República Popular Democrática da Coréia” (RPDC) enxerga tais ações como uma hostilidade psicológica.

Questionado sobre a opinião chinesa acerca de tais exercícios que serão realizados entre os dias 25 e 28 deste mês, o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang declarou: “Manifestamos a nossa preocupação acerca dessas atividades (…). Apelamos a todas as partes para que mantenham a calma e para que não façam nada que possa agravar as tensões regionais”.

Com relação a presença de forças militares estrangeiras próximas ao seu país, Qin acrescentou: “Opomo-nos a que navios e aviões militares estrangeiros participem no Mar Amarelo ou em águas próximas da China em atividades que afetem os interesses da segurança chinesa. (…). Continuamos a seguir a evolução da situação”.

Autoridades sul-coreanas informaram que os exercícios serão parcialmente transferidos do “Mar Amarelo” para o “Mar do Japão”. Tais manobras mobilizarão 8 mil sul-coreanos e forças aliadas, duas dezenas de navios e submarinos e um porta-aviões nuclear estrangeiro, com cerca de 200 aviões.

Especialistas em defesa da região observaram tais exercícios com atenção às possíveis falhas, pois caso ocorram erros de manobras e “invasões territoriais”, será o início de novas tensões e pode envolver nações que estão alheias ao caso da corveta sul-coreana que naufragou, o “Cheonan”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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