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China critica as “forças ocidentais” de apoiarem os movimentos separatistas em seu território

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Na China, completou aniversário o conflito separatista na região autônoma de Xinjiang Uygur, causado por atritos entre a etinia ygyu e a etinia han, que resultou em 197 mortos no ano de 2009. Prevenindo-se de possíveis novos conflitos, o governo reforçou a segurança e está criticando as forças ocidentais que apóiam os movimentos separatistas no país.

A região fica no noroeste do país, próxima do Afeganistão, Paquistão e outras ex-repúblicas soviéticas da Ásia central. Possui área, aproximadamente, 17 vezes o tamanho de Portugal e, com seus 21,5 milhões de habitantes, ainda é uma das regiões mais atrasadas da China, embora seja rica em petróleo e gás natural.

Ontem, o jornal “Global Times” publicou que “se tornou um hábito para alguns países ocidentais prestarem atenção a esses separatistas, em detrimento dos milhões de pessoas que vivem em Xinjiang” e, na coluna de publicação do “Diário do Povo”, Órgão do “Partido Comunista Chinês”, foi sustentado que “a prosperidade (de Xinjiang) não vem do separatismo, mas de mais estreita comunicação, maior coesão cultural e mais ênfase no desenvolvimento (…) Sem estabilidade e desenvolvimento, a China não pode ir muito mais longe (…) Sem estabilidade, não haverá prosperidade”.

As críticas tiveram direcionamento especial para os Estados Unidos, onde fica sediada uma organização separatista, o “Congresso Mundial Uigure”.  Segundo fontes chinesas, muitas “organizações” ocidentais apóiam estes movimentos separatistas para tentar desestabilizar a “paz” chinesa.

Contudo, o governo também apresentou planos para o desenvolvimento da região, onde serão providenciadas reformas na infra-estrutura e subsídios em diversos ramos de atividade. Para tentar diminuir as tensões étnicas, o governo tentará passar para os uigurs mais cargos públicos, pois a etnia han predomina na ocupação de cargos importantes na região.

O governo central espera transmitir boa parte do “Produto Interno Bruto (PIB) do país para a região dentro de cinco anos, assegurando a paz na região e evitando novos conflitos étnicos.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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