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O mês de julho encerrou com aproximações entre chineses, cubanos e venezuelanos. A China está estreitando suas relações comerciais com Cuba e fechando “acordo de cooperação” com a Venezuela, o qual se estende do setor comercial ao sócio-político.

Em ano de “Expo Xangai”, exposição que conta com a presença cubana, a delegação deste país se esforça para atrair elementos favoráveis às relações sino-cubanas. Para o “Vice-Ministro do Comércio Exterior” do país caribenho, Mollineda Martinez, “a participação na Expo de Shanghai é uma oportunidade adicional para renovar e consolidar os históricos laços de amizade e solidariedade que uniram os povos chinês e cubano”.

E acrescentou, durante sua participação no evento: “As relações entre Cuba e China se encontram hoje em seu melhor momento histórico. (…) [com] a construção do socialismo de acordo com as caraterísticas próprias de cada um. (…). As relações entre Cuba e China constituem um exemplo de transparência e colaboração pacífica entre duas nações que defendem os ideais do socialismo”.

Além de seu contato com representantes de diversos setores comerciais chineses e membros do governo, o chanceler cubano, Bruno Rodriguez Parilla, se reuniu com o homólogo chinês, Yang Jiechi, para discutir o futuro das relações de ambos países. O encontro focou as relações comerciais entre os dois Estados.

Para os cubanos, a relação com Beijing é de grande contribuição para manter a economia de Cuba. Para os chineses, Cuba é um país importante e tem influência na região, por esta razão pretendem se esforçar na manutenção de suas relações e estiveram em Cuba no dia 29 de julho, quinta-feira.

Além da visita de funcionários do governo da China à Cuba, uma delegação chinesa esteve na Venezuela para acertar a cooperação com este país, no valor agregado de U$ 4 bilhões. A Delegação chinesa foi composta por membros da “Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China” e do “Banco de Desenvolvimento da China”. O foco do encontro foi a “Cooperação Financeira” entre China e Venezuela.

Durante as reuniões, chineses e venezuelanos acertaram 19 projetos de cooperação na área de infra-esturura, que incidirão no setor elétrico e transportes, para a agricultura, tecnologia e petróleo.

Até o momento, o fundo de financiamento estabelecidos entre os dois países está acumulado em U$ 12 bilhões e o governo venezuelano está se esforçando para manter a parceria estratégica com este país asiático.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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