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China e Japão ainda estão cautelosos em relação a como se comportar sobre o Acordo entre Irã, Brasil e Turquia

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O acordo realizado entre Irã, Brasil e Turquia nesta semana chamou a atenção do mundo e trouxe problemas às grandes potências, pois gerou dúvidas quanto à proposta liderada pelos norte-americanos acerca das sansões ao Irã, desgastando o trabalho feito até o presente para garantir um consenso internacional sobre como se comportar com o governo de Teerã.

O Acordo assinado em 17 de maio, obteve inicialmente a apreciação da China e também da chancelaria japonesa. Além do governo chinês ter se pronunciado em apoio ao que foi acordado sobre a questão nuclear iraniana, o Chanceler japonês Katsuya Okada também se posicionou de forma positiva quanto a ele. De acordo com a chancelaria japonesa o ato foi importante para a diplomacia internacional, apresentando o diálogo como instrumento importante em negociações sobre questões globais.

No entanto, China e Japão se mantiveram dispostos a debater com os outros Estados o rascunho da resolução apresentada pelos Estados Unidos sobre a quarta rodada de sansões ao Irã. Conforme anunciado pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ele já obteve a aprovação dos membros do “Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas” (ONU).

Para as nações asiáticas, fica o receio em não apoiar às sansões e o Irã não cumprir o Acordo, desenvolvendo armas nucleares, mas está sendo discutida a possibilidade de dar um “voto de confiança” para o que foi acertado e acompanhar as ações de Teerã quanto à questão nuclear. O Japão detém grande peso moral nesta questão, uma vez que foi o país que sofreu um ataque nuclear, sendo um dos países que mais colaboram e apóiam as propostas e trabalhos de desarmamento nuclear.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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