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China se pronuncia quanto à questão na península coreana

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A China se pronunciou ontem, dia 29 de junho, sobre o posicionamento neutro do país na questão do naufrágio da embarcação militar sul-coreana, decepcionando Washington, Seul e Tokyo.

Segundo o porta-voz da Chancelaria chinesa, Qin Gang, é do interesse nacional chinês manter laços com as duas Coréias e, neste caso, se posicionar em prol de um dos dois lados afetará automaticamente suas relações com a outra. A “calma” que vem sendo pedida, pelos chineses, aos líderes aliados de Seul é para evitar a emergência de um conflito armado na região.

Para a China, a prioridade está no diálogo com Pyongyang sobre seu programa nuclear e voltar às negociações para manter a estabilidade e a paz na região. Para a diplomacia chinesa, o conflito na península coreana não é atrativo e, por ser um país vizinho, fará o que for necessário para evitar uma nova “Guerra da Coréia”.

Qing ressaltou que a posição chinesa não será alterada, independente das pressões internacionais, pois o Estado chinês pretende manter a estabilidade no continente.

A decisão do governo de Beijing em manter-se neutro pode ter decepcionado Washington, Seul e Tokyo, porém esta atitude, se bem utilizada, poderá ser positiva para estes países, pois a China mantém a postura necessária para se firmar como um mediador do conflito, podendo conduzir os “dois protagonistas” a passarem do confronto ao diálogo.

Isto também criará o ambiente necessário para os chineses desenvolverem uma dos “instrumentos” mais eficazes para a diplomacia em tempos de paz: “a capacidade de mediação”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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