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No dia 14 de abril será realizado na cidade de Sanya (China) mais um encontro entre Brasil, Rússia, Índia e China, junto com a África do Sul, que compõem o grupo informal atualmente conhecido como “BRICS”.

O encontro chama a atenção de especialistas e analistas do mundo, pois se está passando por um momento delicado na economia internacional, com a série de crises que afetaram todas as nações e com o surgimento de novos atores, os quais têm interferido na estabilidade econômica global.

Para os principais jornais especializados em economia e instituições econômicas internacionais, esta reunião, da mesma forma que outros eventos que ocorrem na OECD, no G7, no G20, FMI etc., precisa ser observada de forma criteriosa, pois se acredita que permitirá entender as tentativas de chegar a um consenso positivo para o futuro da economia internacional.

Observadores têm destacado que tem sido difícil fazer projeções de recuperação ou estabilização econômica de alguns Estados devido às séries de Acordos assinados nestes grupos, que em algumas ocasiões chegam a apresentar contradições de um grupo para outro, somando-se a isto as atuais crises no Japão, os problemas no mundo árabe e a alta do preço do petróleo no mercado mundial.

O encontro dos países do “BRICS” recebe avaliações diferentes por parte de muitos economistas. Uns não os consideram mais como emergentes. Outros, já incluem novos atores no grupo, como o México,  e alegam que por causa de fatores complexos da atualidade, certas atitudes suas estão afetando a estabilidade econômica internacional. De fato, para o Brasil e China, está na hora do atual grupo ter mais presença, assumir mais funções e encarar suas responsabilidades diante da “Comunidade Internacional”.

Para o embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney Filho, o Brasil espera que o grupo exerça funções mais importantes diante do mundo, mas, para que isso ocorra, seus integrantes devem andar de forma conjunta, sem contradições, ou não deixar que suas disputas individuais interfiram em planos mais “amplos”, com relação a possíveis projeções globais.

Para Clodoaldo Filho, acompanhado de outros economistas, o atual momento econômico mundial apresenta elementos reveladores de estar ocorrendo a transferência da gravidade econômica dos países emergentes para aqueles em desenvolvimento.

Para tentar evitar uma possível nova crise econômica, os atores do “BRICS” e outras potências devem refletir o centro de gravidade da economia global e ajustar de forma adequada os mercados cambiais, comerciais e outros componentes da estrutura econômica nacional e internacional.

Os países do grupo estão se preparando para o encontro na China e os representantes do Brasil esperam que as relações sino-brasileiras, mais saudável dentre os membros, sejam a peça chave para comandar a integração e a cooperação desta “organização”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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