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Com a eleição de Santos não haverá alteração na condução política colombiana

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Com a eleição de Juan Manuel Santos, candidato governista à sucessão presidencial colombiana, o país mantém a configuração das relações de força na América do Sul. Santos foi eleito com, aproximadamente, 69% dos votos apurados no pleito ocorrido no dia 20 de junho de 2010.

A votação correspondeu às pesquisas eleitorais realizadas durante o período que separou os dois turnos eleitorais, que, de acordo com o trabalho apresentado pelo instituto “Invamer Gallup”, o candidato uribista sairia vitorioso com 65,1% dos votos.

Pelos números divulgados, deve-se levar em consideração que o índice de abstenção foi relativamente alto (55%), mas os dados mostram que o percentual recebido foi proporcional ao índice de aprovação que detém o atual presidente Álvaro Uribe (70%), razão pela qual se acredita que, mesmo com a abstenção registrada, este percentual eleitoral corresponde a real tendência da população colombiana.

Para o subcontinente sul-americano o resultado representa a confirmação do atual quadro da política externa da Colômbia, sem alteração na linha adotada, nem modificação nos Acordos assinados, em especial o “Acordo Militar” com os EUA, fonte de manifestações opositoras na região.

Analistas acreditam, no entanto, que o futuro presidente será mais rígido em relação ao combate às narcoguerrilhas e às repostas a serem dadas a Hugo Chávez, Presidente da Venezuela, nos casos que afetarem os interesses e a segurança nacional da Colômbia.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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