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Com novo Congresso, Obama terá de mudar sua estratégia de governo

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Com os resultados anunciados das eleições legislativas nos EUA, os analistas concordam que, nos próximos dois anos, as políticas do presidente Barack Obama serão dificultadas, revistas, ou impedidas de serem executadas.

Obama reconheceu a situação e acenou com pedidos de aproximação, ou aliança de projetos com as lideranças republicanas no Congresso, para que não dificultem as questões de Estado, uma vez que estas, em seu discurso, vão além das disputas pelo poder. Os republicanos responderam que não farão aproximação, ou reduzirão às pressões, uma vez que seu objetivo será impedir a reeleição do Presidente democrata, em 2012.

A rediscussão da “Reforma da Saúde” está na agenda dos republicanos, bem como a questão da tributação das grandes fortunas, algo que levará a perda de, aproximadamente, 4 bilhões de dólares para os cofres do Governo.

A estratégia é transparente: evitar que, neste momento de crise, os democratas consigam sucesso nas políticas públicas, pois também acreditam que o modelo aplicado por Obama (mais interventor e assistencialista) levará à quebra do Estado, que ainda sofre os efeitos da Crise econômica e financeira doméstica e mundial.

Percebendo o cenário, o Presidente está solicitando ao Congresso que acelere a votação de temas chaves antes de assumirem os novos deputados. Dentre eles está a assinatura do Tratado russo-americano de desarmamento nuclear, o novo START.

De acordo com as declarações de Obama, “Negociamos com os russos importantes reduções de nosso arsenal nuclear. É algo que sempre foi apoiado pelos dois partidos. (…). Não é um tema tradicionalmente democrata ou republicano, e sim uma questão de segurança nacional americana e espero que ratifiquemos o tratado antes de nos irmos”. Ou seja, está acenando que o Partido republicano não poderá descuidar dos objetivos estratégicos do país, independentemente das questões político-partidárias.

Alguns analistas acenam que a saída para o atual Presidente, caso seu planejamento seja dificultado ao longo dos próximos dois anos, levando o Governo ao fracasso pode ser mostrar que os republicanos descuidaram do país visando apenas os ganhos individuais e a volta ao poder. Obama, contudo, assumiu a culpa pelo derrota nas eleições e declarou que trabalhará melhor, ficando a interrogação sobre o significado desta afirmação.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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