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Comandante boliviano declara Exército socialista

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O comandante do Exército boliviano, general Antônio Cueto, declarou que esta “Força Armada” é “socialista, anti-imperialista e anticapitalista”, gerando reações de surpresa entre os demais membros da instituição, alem de personalidades políticas e  autoridades no país.

Segundo afirmou, ele interpreta que a Constituição determina um Exército “como uma instituição socialista e comunitária; como tal, nos declaramos anti-imperialistas porque na Bolívia não deve existir nenhum poder externo que se imponha; queremos e devemos atuar com soberania e dignidade”. Tentou explicar o anticapitalista pela oposição que tem à  destruição do meio-ambiente, algo que tem sido causado pelo capitalismo.

O  historiador militar Fernando Sánchez Guzmán declarou ser “um absurdo querer atribuir a uma instituição tão grande, com uma função tão complexa e tão importante, uma missão enquadrada e limitada a um critério político-partidário, porque o que disse o general Cueto é isto: uma opinião muito pessoal de uma opção política própria que não pode comprometer toda uma instituição”.

A declaração desagradou setores da sociedade, pois esta é a primeira vez que as “Forças Armadas” fazem declaração explícita de posicionamento ideológico, algo que não ocorreu nem durante os governos militares, mesmo que se soubesse o posicionamento anticomunista do Exército. Independente da declaração, setores da imprensa, da oposição e da Igreja estão afirmando que está ocorrendo a destruição da democracia no país. Partidários do governo, no entanto, declaram que isto é parte das transformações para tirar o povo da miséria.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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