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Nesta quinta-feira (9 de julho), após reunião em Áquila, na Itália, os Líderes do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo) e do G5 (grupo que reúne os países emergentes, entre eles o Brasil) afirmaram o compromisso de rejeitar todas as medidas protecionistas e concordaram em restabelecer as negociações da Rodada Doha para a liberalização do comércio internacional, com conclusão para 2010.

 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou que um encontro ministerial de comércio está planejado para “relativamente em breve”, provavelmente antes do encontro do G-20 (grupo que reúne os principais países emergentes), marcado para setembro em Pittsburgh, Pensilvânia, nos EUA.

Analistas e diplomatas defendem que a conclusão da Rodada Doha, poderia servir como estímulo à economia internacional num momento de crise. Também há o temor de a crise aumentar o protecionismo impedindo um acordo para eliminar barreiras ao comércio internacional.

Ainda ontem, os governos do Brasil e da França pediram a ampliação do G8. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu um novo formato, que incluiria países emergentes, como o Brasil, porém, nada foi efetivamente acordado. “Informamos ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva nossa vontade de que o G8 evolua. Não é que as reuniões do G8 já não tenham utilidade, mas fica claro que sua representatividade já não é mais suficiente“, disse Sarkozy, em entrevista à imprensa durante o encontro de 14 chefes de Estado na Itália.

A França também teve um papel de destaque sobre a questão do Irã, firmando os líderes do G8 um prazo de até o dia 24 de setembro para que os iranianos aceitem dialogar com a sociedade internacional. O prazo se refere ao dia em que o G20 se reunirá em Pittsburgh, nos Estados Unidos. O G8 espera que o Irã aceite falar sobre temas como o seu programa nuclear, também da prisão estrangeiros e funcionários diplomáticos ocidentais.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy disse que se até o fim do prazo as negociações não avançarem, decisões deverão ser tomadas. Disse, ainda, que as sanções contra o Irã serão mais profundas e rigorosas.

Na pauta de ontem, outro assunto-destaque foi à questão do terrorismo, sobre o qual o comunicado do G8 afirma que “a análise da ameaça mostra que os grupos terroristas internacionais mantêm uma capacidade ofensiva significativa e têm importante flexibilidade organizativa, adaptando sua estrutura aos diferentes contextos”.

O G8 necessita estruturar e executar ações com forte organização e também adaptar sua estrutura aos diferentes contextos. “A capacidade constante de radicalização e recrutamento do terrorismo internacional causa uma preocupação particular“, completa o documento.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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