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Contencioso entre Venezuela e Colômbia continua em passo de espera

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O rompimento das relações diplomáticas entre Colômbia e Venezuela continua sem avanços significativos na busca pela retomada dos contatos entre os dois países. Os movimentos do presidente venezuelano de retirar a demanda da Questão da “Organização dos Estados Americanos” (OEA) e passá-la para a “União das Nações Sul-Americanas” (UNASUL) produziram efeito imediato, mas estão se mostrando passivos e ineficientes, levando a que o ato final para definir o cenário gerado pela denúncia do atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, seja a posse e o diálogo que se deseja realizar com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, cuja diplomação ocorreu na segunda-feira, dia 2 de agosto, e a posse ocorrerá neste sábado, dia 7.

O ganho de retirar a questão da OEA se deveu ao fato de a denúncia de Uribe ter sido feita publicamente, com apresentação de provas em  uma instituição que conta com a presença dos EUA e na qual o venezuelano não tem maioria de membros como aliados, podendo receber sanções contra seu país, ou governo.

Trazendo para a UNASUL, a questão se inverteu e pôde usar da retórica apocalíptica para desviar a atenção do problema central: a presença dos guerrilheiros das “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular” (FARC-EP) reduzindo o problema às alegadas intenções dos colombianos e norte-americanos de invadirem o território venezuelano.

Analistas têm mostrado que os ganhos são relativos e, mesmo na hipótese de buscar catalizar a massa popular de seu país contra um inimigo comum, para tentar obter benefícios nas eleições legislativas que se aproximam (setembro), está redundando em fracasso, já que o povo venezuelano não deseja qualquer conflito, estando mais preocupado com as carências internas e com as seguidas crises política, econômicas, sociais, o aumento da violência no país, além das perdas das liberdades fundamentais, apesar de o governo ainda contar com significativo apoio popular.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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