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Coréia do Norte faz testes com mísseis de curto alcance

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O lançamento pela Coréia do Norte do quarto míssil de curto alcance no dia de hoje trouxe apreensão aos países da leste asiático. Deve-se observar que os norte-coreanos têm como inimigos imediatos os sul-coreanos e os japoneses, mas fica a interrogação do alcance real e concreto desse antagonismo, bem como a possibilidade de guerra nuclear entre tais países.

Esse país pode ser considerado como o herdeiro concreto da antiga divisão do mundo numa bipolaridade entre direita e esquerda; “ocidente” e “oriente”; ou, mais precisamente, entre os blocos capitalistas e comunistas. A dúvida que surge diz respeito a saber se é possível aplicar essa dicotomia ao planejamento estratégico de um dos últimos herdeiros daquele mundo.

A busca da tecnologia de mísseis e tecnologia nuclear por parte do Estado norte-coreano pode e deve trazer apreensão, mas por outro motivo, que não o de uma possível guerra nuclear. A possibilidade de uma contenda dessa natureza na área parece mais remota, à medida que o grande ator da região se integra de forma mais intensa na cadeia produtiva global. Os apoiadores imediatos dos coreanos do norte são os chineses e, dificilmente, eles permitirão que ocorra uma deflagração que altere os rumos de seu desenvolvimento econômico, bem como os rumos de sua projeção de poder no restante do globo.

 
O problema se desloca para outro terreno, mais especificamente o do comércio ilegal de tecnologias sensíveis. A busca do controle dessas tecnologias permitirá ao país, que está na situação de isolamento internacional, transitar num terreno que poucos transitam e dará fôlego ao regime, além de capacidade de dissuasão, caso sejam pressionados a mudar os rumos de sua política. 
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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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