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A tensão entre as duas Coréias vem crescendo e ambos os países já preparam suas defesas em espera de uma guerra ainda não declarada. Em Pyongyang, mais de 100 mil pessoas se manifestaram acusando o presidente sul-coreano Lee Myung-Bak de “traidor”.

Durante a manifestação, transmitida pela radio e televisão estatal norte-coreana e com sinal captado pela agência sul-coreana Yonhap, as autoridades norte-coreanas informavam à população que o governo do sul fraudou o naufrágio do navio para que junto com seus aliados, os Estados Unidos, pudesse invadir o país.

A população do norte foi orientada a se preparar para uma eventual guerra, quando devem estar preparados para atacar Seul e Washington, caso o país sofra sansões e continue a ser acusado de ter atacado a embarcação militar sul-coreana.

As duas Coréias mantêm as acusações uma contra a outra, sem um diálogo direto. Seul vai ganhando o apoio internacional, enquanto Pyongyang ainda está isolada, sem contar com o apoio da China e da Rússia que, até o momento, não se posicionaram a favor do sul ou do norte e aguardam as respostas de seus analistas, que estão verificando as “provas” de Seul para comprovarem se são válidas as acusações contra a Coréia do Norte.

Este conflito está gerando manifestações da população dos dois países. A sociedade civil sul-coreana cobra de seu governo uma reação contra o norte e a população norte-coreana realiza manifestações contra a Coréia do Sul. Estas manifestações ocorreram neste final de semana, durante o encontro entre o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao; o primeiro ministro japonês, Yukio Hatoyama e o presidente sul-coreano, em uma cúpula sobre a cooperação entre estes países. Durante o encontro e ciente das mobilizações dos civis dos dois lados da fronteira, o primeiro ministro chinês não deu informações quanto ao apoio de Beijing, apenas apelou à calma.

A tarefa urgente mantém-se: enfraquecer o impacto do incidente com o Cheonan [o navio sul-coreano], alterar a situação tensa e evitar os confrontos (…). A China comunicará ativamente com as partes envolvidas e contribuirá para ajudar a promover a paz e a estabilidade na região, o que corresponde melhor aos nossos interesses comuns há muito tempo“,  declarou Wen, em conferência de imprensa.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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