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Corrida para o enfrentamento das mudanças climáticas

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A Cúpula da ONU sobre mudanças climáticas realizada ontem, dia 22 de setembro,em Nova York, traz grandes expectativas para o combate aos desafios climáticos da atualidade.

 

Os Estados Unidos se comprometeram em tomar medidas para a redução da emissão de CO2 na atmosfera. Em contrapartida, fez um apelo à China e à Índia: “mas, os países que estão em crescimento rápido, e estarão na origem de grande parte das emissões mundiais nas próximas décadas, também têm de fazer a sua parte”, lembrou Barak Obama, presidente dos Estados Unidos.

A China se comprometeu a reduzir as emissões até o ano de 2020. Atualmente, é o país que mais emite gases causadores do efeito estufa. Uma das medidas anunciadas pelo governo chinês é de que o país deve investir mais em energias renováveis, num aumento aproximado de 15%. Nesse sentido, o país espera se tornar rapidamente na primeira colocada em exploração de energia eólica. Para o chefe do Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU, Yvo de Boer: “Este conjunto de políticas levará a China a ser o líder mundial no combate à mudança climática”.

Desde 2005, os chineses vêm implementando legislações e medidas para a utilização de fontes não fósseis de energia. Atualmente, apenas 0,4% da sua energia produzida deriva da força dos ventos (eólica). Para os pesquisadores da Universidade de Tsinghua e Harvard, o país tem potencial para suprir suas necessidades energéticas por meio desta fonte, até o ano de 2030.

O primeiro ministro japonês, Yukio Hatoymana, se pronunciou anunciando a meta de reduzir em 25% a emissão de poluentes, até o ano de 2020. Essa meta é muito mais ambiciosa do que a do governo anterior, que tinha a pretensão de apenas reduzir em 8% a emissão de poluentes.

Hatoyama também prometeu “mobilizar todas as ferramentas políticas disponíveis” e afirmou a possibilidade de criar um mercado nacional para permissão de emissão de carbono, ou instaurar uma taxa sobre as emissões.

O antigo vice-Presidente norte-americano, Al Gore, considerou as iniciativas chinesas e japonesas favoráveis ao combate das mudanças climáticas e afirmou que a China “mostrou um espírito de iniciativa impressionante”, e também que “os objetivos de redução das emissões de dióxido de carbono até 2020 (…) não são insignificantes”.

Essas iniciativas de enfrentamento às mudanças climáticas por parte dos maiores poluentes (principalmente China, EUA, Japão, além de outros países de grande relevância no cenário internacional) propiciarão investimentos direcionados ao avanço tecnológico para buscar novas alternativas energéticas e fortalecer as indústrias que atuam na disseminação de energias renováveis.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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