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A situação na Síria está preocupando as potências ocidentais, em especial os Estados Unidos, devido a escalada da violência, apesar de o governo sírio ter anunciado a revogação da “Lei do Estado de Emergência”, por intermédio de Bussaina Chaabane, conselheira do presidente Bashar Al-Assad. Segundo a Chaabane, “todas as pessoas presas por causa dela serão libertadas”.

A Lei, existente no país desde 1963, permitia a prisão de “pessoas que ameaçam a segurança”, possibilitava o controle da mídia e restringia reuniões. Por isso, sua revogação foi anunciada como um sinal de que está sendo pensado um processo transitório de regime.

A percepção dos analistas é de que as manifestações estão aumentando. Um sinal disso é o fato de o Governo ter acionado o Exército para ficar de prontidão nas cidades e regiões onde a oposição está mais intensa. O interpretação é de que os governantes avaliam que as forças policiais não terão condições de conter qualquer levante, por isso a presença do Exército.

Apontam ainda os observadores que a tendência será o governo não ter como conter os manifestos, pois a forma como está reagindo levará a mais revoltas, uma vez que o uso da violência tem sido intenso, com denúncias de prisões continuadas, além de assassinatos cometidos por “atiradores de elite” posicionados em lugares para atingir a população indiscriminadamente, apenas para limpar a área.

Para o EUA, a situação é complexa, pois os sírios são inimigos declarados dos norte-americanos. Por essa razão, estes anunciaram que não atuarão no país como estão fazendo na Líbia, evitando dar argumentos e motivos para formação e/ou execução imediata de Alianças que podem romper o frágil equilíbrio ainda restante na região. Apesar das revoltas estarem espalhadas por todos os países, elas estão contidas internamente em cada país.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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