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Crise no Equador tende a se agravar, embora venha passar por momento de recrudescimento

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A crise institucional no Equador, cujo momento mais expressivo ocorreu no dia 30 de setembro, tende a agravar a crise política no país. O número de mortes foi elevado (chegou a dez), além das centenas de feridos. O ponto alto do problema está na forma como as lideranças estão tomando o assunto.

O presidente do país, Rafael Correa, tem adotado o discurso de “golpe de estado” e acusado a oposição de tentar derrubá-lo do poder desrespeitando a “Carta Constitucional”. Ameaçou de sua prerrogativa presidencial para dissolver o Congresso equatoriano e solicitar novas eleições, usando da medida chamada de “morte cruzada”, mas desistiu quando percebeu que a população do Equador está distanciada do problema, não sendo, por isso, uma iniciativa popular, razão pela qual não se esta envolveu, mas uma crise das instituições.

Correa tem acusado o ex-presidente Júlio Gutierrez de estar envolvido no processo, algo que está sendo negado pelos envolvidos e pela oposição no país, que acusam o Presidente de estar realizando alterações constitucionais e criando instituições para centralizar mais o poder, visando o controle de forma semelhante ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Analistas estão convictos de que a crise política tenderá a se expandir, uma vez que o povo está distanciado e não apoiou Correa que buscará formas de produzir uma mobilização popular para acelerar um processo que o mantenha no poder.

Até o momento, de concreto, o Presidente tem recebido solidariedade dos Organismos internacionais regionais, o que seria esperado, mas, internamente o pais está dividido em determinado segmento, com grande parcela da população, ainda observando a situação.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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