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Cristina Kirchner acusa oposição de conspiração no caso dos “sem-teto”

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Na terça-feira, dia 14 de dezembro, a presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, afirmou que seus rivais políticos são os responsáveis pelo caos que foi gerado no caso da ocupação dos terrenos públicos no sul da Capital, Bueno Aires, declarando que “Isso não escapou simplesmente do controle, alguém estava por trás (…)”, pois, após as violências ocorridas no bairro de Villa Soldati, houve várias outras ocupações na cidade, ao longo da semana passada.

De acordo com a mandatária, há um planejamento para impedir que ela governe. Em suas palavras, “Desde o primeiro dia em que comecei a governar a República Argentina, começaram a colocar obstáculos no meu caminho”.

Militantes de esquerda de todos os matizes fizeram piquetes e manifestações em frente à sede da prefeitura da Capital, acusando o prefeito Mauricio Macri de ser xenófobo. Acusaram-no a partir da interpretação de uma declaração sua no momento da crise, quando atribuiu a culpa pela situação ao governo central, pois, segundo afirmou, este tinha cometido um “erro na política de imigração”.

Segundo analistas políticos, ao fazer o pronunciamento, Macri não se referia ao afastamento ou expulsão dos estrangeiros, ou em impedir as suas entradas, mas em destacar que a imigração ocorria sem que houvesse um planejamento para incorporá-los no mercado de trabalho. Ou seja, acusou a falta de planejamento e não a presença dos imigrantes.

O governo central fez a negociação com os “sem-teto” e Cristina e destacou para a solução do problema sua ex-ministra da Defesa, Nilda Garré, que passou a ocupar o recém criado “Ministério da Segurança”, agora o responsável pela supervisão da “Polícia Federal”, “Guarda Costeira”, “Guarda Nacional” e “Segurança Aeroportuária do Ministério da Justiça”. Automaticamente, a Ministra respondeu dentro da linha da Presidente.

Analistas afirmam que esta também foi uma ação para afastar o chefe do “Gabinete Presidencial”, Aníbal Fernandez, que controlava a polícia e auxiliava diretamente Nestor Kirchner, sendo distante de Cristina.

Trazendo Nilda Garré, a mandatária garante que os projetos seguirão sua orientação, voltada para os “Direitos Humanos”, impedindo que a esquerda do país, sua base eleitoral, se afaste e busque outro candidato, dentro do grupo peronista. De acordo com o jornal “La Nación”, Marita Perceval, ocupará a pasta da Defesa.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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