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Cristina Kirchner intensifica conflito com imprensa argentina

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, manteve e está intensificando o conflito com a imprensa de seu pais, em especial com o tradicional Jornal “Clarín”, que tem se contraposto ao seu governo, razão pela qual outros meios de comunicação, dentre eles o jornal rival “La Nación”, estão emitindo notas de repúdio as ações da mandatária.

Em uma semana, a presidente Kirchner atuou contra o “Clarín” duas vezes. No primeiro momento, cancelou a licença da “Fibertel” (empresa pertencente a este grupo empresarial, sendo o “Jornal Clarín” apenas uma das empresas da Holding), que é responsável pelo fornecimento de serviços de internet para quase 25% do usuários (1 milhão do total aproximado de 4,2 milhões no país). As declarações da oposição são de que a medida beneficiará a “Telefónica” (da Espanha), e a italiana “Telecom”, que tem como acionistas empresários argentinos aliados dos Kirchner.

No segundo momento, fez denúncia contra a aquisição da empresa mista “Papel Prensa” pelo grupo empresarial “Clarín”, ocorrida em 1976. A Holding detém 49% das cotas acionárias desta empresa, sendo acompanhado do “La Nación”, que é dono de 22,5%, e do Estado argentino que é dono de 27,5%.

A Presidente está denunciando que houve favorecimento para a compra, seguida de perseguição e tortura dos antigos donos da empresa na década de 70. Esta empresa responde pelo fornecimento de papel para a quase duas centenas de jornais da Argentina.

O ato está sendo acompanhado de declarações da Presidente de que ela apresentará ao Legislativo um “Projeto de Lei” para transformar a produção e venda de papel e celulose em “interesse público”. O ato foi acompanhado de todo um aparato de publicidade para obter resposta em curto prazo.

A oposição está declarando que o objetivo é deter o controle de todos os meios que possam lhes fazer oposição e tem comparado as medidas com aquelas que estão sendo adotadas por Hugo Chávez, na Venezuela.

A “Sociedade Interamericana de Imprensa” (SIP) tem declarado que as ações são “inconstitucionais” e, em consonância com as declarações da oposição, que elas visam “o controle da mídia” no país. A “Associação de Entidades Jornalísticas”, que  congrega os jornais argentinos complementou afirmando que Cristina “alcançou seu objetivo político, que é instalar a dúvida sobre a vida da Papel Prensa“.

Completando as denúncias contra o governo o deputado peronista dissidente, Felipe Solá, afirmou que “Seria interessante que Cristina (Kirchner) explique como constrói, dentro do governo, um aparelho paralelo de comunicação oficialista”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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