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“Cúpula Rússia – União Européia” marca o início da “parceria para a modernização”

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Como informado no site do CEIRI em 31 de maio, a cidade russa Rostov-no-Don recebeu, nos dias 31 de maio e 1 de junho, a “Cúpula Rússia – União Européia (UE)”.

Esta Cúpula foi organizada pelo presidente russo Dmitri Medvedev, acompanhado pelo “Ministro das Relações Exteriores da Rússia”, Sergey Lavrov. A UE foi representada pelo presidente do “Conselho Europeu”, Herman van Rompuy, e pelo Presidente da “Comissão Européia”, José Manuel Barroso. A “Alta Representante da Política Externa da UE”, Catherine Ashton e o “Comissário Europeu do Comércio”, Karel de Gucht, também participaram do evento.

Como esperado, a Rússia e a União Européia não chegaram a um acordo sobre a eliminação de vistos entre a Rússia e o Espaço Schegen. Adiantando esta possibilidade, o Kremlin apresentou um “projeto de acordo” para acelerar o processo.

Agora, o principal é não politizar essa questão, não cairmos em fantasias, olhar a verdade de frente. O nosso país está pronto para isso, mas isso é mais fácil para nós, pois somos um país, enquanto que a UE são 27. Mas para que o trabalho avance de forma mais ativa, entregamos aos nossos parceiros o nosso projeto de acordo sobre a eliminação do sistema de vistos para os cidadãos da Rússia e da União Européia”, declarou o presidente russo, Dmitri Medvedev, em conferência de imprensa realizada após a cúpula.

Por outro lado, esta cúpula marcou o início do trabalho de Moscou e Bruxelas no campo da iniciativa “parceria para a modernização”, na qual o Presidente russo defendeu o aumento da cooperação entre a Rússia e a UE na esfera das altas tecnologias e inovações.  O jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” considera que a Rússia precisa da UE para começar a modernização urgentemente. “Depois de ter feito da economia, durante anos, um instrumento político, parece fazer o contrário agora: e adapta a sua política às necessidades econômicas. E é aí que está à boa notícia para a Europa”, complementou o jornal.

A imprensa européia sublinha que para a Rússia modernizar a sua economia ela precisa de uma injeção de tecnologia, logo, a ajuda da UE é indispensável. Contudo, dizem: a União Européia pode fazer exigências firmes à Rússia. Porém, principalmente neste momento, no qual a UE se esforça para superar a crise, a necessidade de aproximação é mútua: os europeus também querem maior acesso ao mercado russo.

Este reforço de laços com a União Européia é “estratégico e tático”, declarou o politólogo búlgaro Ivan Krastev, no jornal francês “Le Monde”. A Rússia analisou as oscilações de poder, com a crise econômica, reformulando a sua estratégia de ação no cenário internacional ao adotar uma nova abordagem pragmática da diplomacia, feita, principalmente, de acordos bilaterais.

Para que a Rússia consiga firmar mais acordos com vistas ao desenvolvimento do país é de grande importância o seu ingresso à “Organização Mundial do Comércio” (OMC). Arkadi Dvorkovich, assessor do presidente russo, declarou ao jornal russo “Kommersant“, que a Rússia espera fechar as negociações com os Estados Unidos para sua entrada na OMC antes do final do ano. De forma coerente, Medvedev afirma que “sem isso, o nosso Estado não poderá desenvolver-se normalmente no espaço econômico mundial”.

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* Para mais informações sobre o Espaço Schengen, acesse: http://ec.europa.eu/youreurope/nav/pt/citizens/travelling/schengen-area/index.html

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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