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Declarações de Evo Morales antecipam estratégia militar conjunta para enfrentar os EUA

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As declarações do presidente da Bolívia, Evo Morales, de que o Acordo Militar firmado entre Colômbia e EUA representam a instalação de uma “Guantánamo* dos países da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas)”, foi seguida de declarações de acerca da necessidade de se construir uma Aliança e uma estratégia militar “conjunta e revolucionária”, para enfrentar os norte-americanos.

Morales tem pronunciado que a Colômbia é uma base dos Estados Unidos para a conquista da América do Sul, cujos oponentes são os bolivarianos: Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua.

Por essa razão ele tem apoiado as declarações de guerra do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em seu contencioso com a Colômbia e tem dados declarações de que não se importa se está fazendo ingerência interna, ou não na Colômbia, ao incitar e pedir que população deste país se volte contra a política adotada por Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, bem como que vote contra seus partidários, nas eleições que serão realizadas em 2010.

A situação está sendo posto em termos de impasse. O problema que está sendo criado é de colocar os países vizinhos em condições de assumir posições claras, em relação ao posicionamento bolivariano na região.

O Brasil está sendo um foco neste sentido e pode ser levado a mais uma posição inadequada e inconveniente, pois Chávez solicitou que seu contencioso com a Colômbia tenha o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, como mediador.

O risco é que o Brasil não ganhe em termos políticos com essa mediação, mesmo que ele saia elogiado, devido a uma esperada pacificação momentânea do embate. A possibilidade de guerra existe, mas é baixa, graças às condições de cada país e aos atores envolvidos no problema, dentre eles os EUA. Contudo, qualquer declaração, ou manifestação brasileira será usada contra si, pois o Brasil poderá estar assumindo compromissos e posições diante da comunidade internacional, os quais comprometerão sua política externa.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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