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Decisão sobre o caça vencedor respeitará prazo previsto pelas regras da concorrência internacional

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Após o anúncio antecipado do presidente dos Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, de que o caça vitorioso na concorrência do Projeto FX-2 (projeto para aquisição, renovação e produção de caças de combates para a Força Aérea Brasileira) seria o concorrente francês, o Rafale, da empresa Dassault, foi anunciado que a disputa se mantém até o dia 21 de outubro, quando os competidores terão sua última oportunidade para cumprir a cláusula BAFO (Best And Final Offer – “Melhor Oferta Final”).

 

Alguns analistas apresentaram como justificativa para a escolha do presidente o fator político, indicando a busca de autonomia em relação aos EUA, formando um “Bloco”  com a França, para enfrentar as influências dos norte-americanos e, hoje, também dos russos, na América do Sul.

O argumento, apesar de interessante, desconsidera questões da atual realidade das relações internacionais, cujo principal componente contemporâneo é a existência de uma “cadeia produtiva globalizada”, a qual dificulta a possibilidade uma guerra de grande escala, embora não afaste as guerras localizadas.

Sendo assim, a lógica para a escolha do vencedor na concorrência do caça pode ser substituída pela da independência maior do país diante da diversificação de parceiros, como forma de garantir autonomia global e não apenas em relação a um possível adversário, além do fato de dar condições de enfrentamento a qualquer  inimigo na região.

A questão ainda deverá concluir com os trâmites técnicos exigidos pela aeronáutica brasileira, cujo trabalho passou a ser visto como possível modelo de concorrência internacional para aquisição armamentos. O comandante brasileiro da Força Aérea,  Juniti Saito, afirmou que sua Força está cumprindo a parte que lhe cabe, esperando até dia 21, quando receberá a melhor proposta de cada concorrente e entregará seu parecer ao Presidente, para que assuma a sua escolha, de acordo com procedimentos estratégicos e políticos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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