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Questão do Projeto FX-2 continua

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O problema acerca da escolha do caça que será o vencedor na concorrência do Projeto FX-2 continua, apesar do esfriamento que ocorreu com os acontecimentos no Haiti e com as festas de final de ano e do Carnaval.

A sueca SAAB, fabricante do modelo Gripen-NG, um dos concorrentes no processo e o preferido pela Aeronáutica brasileira, começou a pressionar o governo brasileiro e está usando de exigências morais para mostrar que não aceitará sua derrota sem os argumentos e justificativas adequadas. De acordo com o divulgado, a empresa está exigindo do governo brasileiro “transparência” na “licitação” e, agora, conta com o apoio do governo sueco para tanto.

Ao longo da disputa, não se divulgou a um comportamento adotado pela Suécia que foi visto por alguns analistas como modelo de lisura: a recusa do governo sueco em realizar qualquer pressão por parte do seu Estado (seus governantes) para auxiliar a empresa sueca SAAB na concorrência.

Alguns setores viram como um erro, outros aprovaram o comportamento, afirmando que era uma atitude que demonstrava coerência e ética governamental dos líderes, pois politicamente sempre se colocaram contra a interferência do Estado em questões que envolvem a iniciativa privada, desde que estas não afetem à legislação interna do país e a segurança nacional.

O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Juniti Saito, está buscando uma forma de adiar a escolha do caça para o próximo governo brasileiro, uma vez que sabe haver no momento um forte loby pelo caça francês, no grupo do atual mandatário do Brasil. Supostamente, o modelo da França é preferido apenas por razões políticas (não sendo esclarecidas quais são), embora seja dito que as razões são estratégicas, porém elas também não são explicadas.

Pelo que foi divulgado, ele tentará usar da influência que tem sobre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mas sabe que, neste embate terá de enfrentar três oponentes fortes: Marco Aurélio Garcia (Assessor Especial da Presidência da República para Relações Internacionais), Celso Amorin (Ministro das Relações Exteriores) e Nelson Jobim (Ministro da Defesa).

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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