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Desta vez Chávez e PSUV enfrentarão oposição unida

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e seu partido, o “Partido Socialista Unido de Venezuela” (PSUV) terão de enfrentar nas eleições legislativas do dia 26 de setembro uma Oposição diferente daquela que boicotou as legislativas anteriores e, graças a este erro permitiu que o partido governamental obtivesse a quase totalidade das cadeiras no Congresso venezuelano, dando ao Presidente poder para conduzir todos os seus projetos e garantias para a aparelhar os “Poderes do Estado” com membros aliados, ou fiéis às suas concepções.

A Oposição reuniu 51 partidos e agremiações em torno de uma proposta, apresentando um “projeto político e de governo” e planejamento alternativo ao apresentado pelo governante para combater a fome, o desabastecimento, a quebra da infra-estrutura, o desemprego, a violência galopante, a inflação, a perda de investimentos e a quebra da economia.

Um dos trunfos da “Mesa de Unidade Democrática” (MUD) é a ausência de propostas dos partidários de Chávez, que se concentram em afirmar que manterão o planejamento chavista e darão apoio aos projetos do mandatário. Esta atitude tem revelado a fraqueza da Situação na luta pelas cadeiras legislativas, pois não podem criticar os erros do Executivo, correndo o risco de receberem perseguição de Chávez, ou não tem projetos para vencer às dificuldades criadas pelo modelo de Estado e sistema econômico que está sendo produzido para o país.

O Presidente da solicitou a “virada definitiva para o Socialismo”, não explicando claramente no que isto consiste, mas deixando aberto às interpretações dos analistas de que deseja dar continuidade ao processo de estatização (que por motivos de publicidade denomina “nacionalização”) e uso, se necessário das “Forças Armadas”, da “Milícia Bolivariana” e do “Serviço Bolivariano de Inteligência” (SEBIN), que tem poder de polícia, para garantir o poder de seus quadros, ou sua permanência no cargo presidencial.

Observadores têm apostado que ainda haverá maioria do PSUV no Legislativo, mas têm convergido para a convicção de que a oposição ganhará cadeiras suficientes para impedir o controle total do Executivo, pois bastarão 56 das 165 cadeiras para impedir a votação das “Leis Orgânicas” e 67 para não permitir que passem as “Leis Habilitantes”, as importantes para garantir as “reformas” necessárias ao governo para implantar seus projetos e se manter no poder.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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