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Divergências entre Comandante militar dos EUA no Afeganistão e o governo norte-americano não atrapalharão a estratégia de Obama

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A questão da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão está trazendo discórdia dentro da equipe do presidente dos EUA, Barack Obama, mas não prejudicará a estratégia norte-americana para a região.

O presidente Obama havia anunciado que a saída começaria em julho de 2011, algo que tem sido respaldado e defendido pelo Secretário de Defesa, Robert Gates, e foi uma das propostas de campanha eleitoral, algo que o líder estadunidense deseja cumprir.

O atual comandante das tropas, David Petraeus,  contudo, tem anunciado que talvez seja necessária a presença das tropas por mais tempo, solicitando que haja flexibilização na data estabelecida.

Há, no entanto, vários problemas que perpassam esta questão, precisando ser resolvidos e considerados. Os norte-americanos necessitam sanar seus problemas econômicos internos, razão pela qual o Presidente e o Congresso têm levado em conta os custos da presença dos EUA naquele país, tanto quanto no Iraque.

Existe ainda o problema da instabilidade na península coreana, onde estão sendo feitas manobras militares, além do deslocamento de tropas para o Oriente Médio e para o entorno do Irã, algo que produzirá custos militares e diplomáticos.

Dentre estes últimos há a custosa costura da rede de alianças para enfrentar os iranianos, caso seu governo decida caminhar por uma medida extrema e continue sua política nuclear nos parâmetros que estão sendo adotados, os quais são reprovados pela Comunidade internacional.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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