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Eleições darão o panorama real do apoio que Zelaya tem em Honduras

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Na semana passada, a mídia divulgou a ida do Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, a Honduras, em missão que tinha por objetivo pôr fim à crise política hondurenha. Porém, ontem, dia 9 de agosto, o governo interino anunciou que recusa a entrada em seu território da delegação da OEA, pois a Organização não está agindo de forma imparcial no caso, tentando a todo custo restabelecer o governo de Zelaya.

 

Na reunião de Chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), realizada ontem, em Quito, Equador, os países-membros desta União ratificaram que não reconhecerão as eleições que forem realizadas sob o atual governo hondurenho e pediram a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, para que ocorra a reconstrução da democracia no país por via pacífica.

A declaração da UNASUL é preocupante, na medida em que institui como única via pacífica de reconstrução da democracia hondurenha à recondução do ex-presidente, recusando outras vias, como as eleições que ocorrerão no dia 29 de novembro.

Essas eleições gerais darão um panorama do real apoio que Zelaya tem em Honduras, pois, se realmente tiver apoio de parcela significativa da população, como está sendo constantemente divulgado pela mídia internacional, os cidadãos deverão “boicotar” a eleição, ou seja, não comparecerão às urnas, anulando os resultados eleitorais.

Do contrário, caso Zelaya não disponha da base que tem propalado, conheceremos em novembro o novo Presidente hondurenho e, neste caso, será difícil a sociedade internacional negar a escolha realizada pelo povo em eleições livres.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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