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Eleições legislativas nos EUA confirmam onda republicana

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Os resultados das eleições legislativas nos EUA confirmaram a onda “republicana” que começa a varrer o país, passados quase os dois primeiros anos do Governo democrata de Barack Obama.

Os resultados indicaram aquilo que o atual Presidente mais temia, a perda do controle da “Câmara dos Representantes” (correspondente no Brasil à “Câmara dos Deputados”), que, com a maioria nas mãos do “Partido Republicano” será presidida por John Boehner, um de seus líderes e ferrenho antagonista de Obama.

Em seus discursos sempre atacou as políticas adotadas pelo atual Presidente afirmando que as combateria em todos os sentidos no Congresso, algo que agora irá ser realizado com a conquista da maioria pelo seu Partido.

No Senado, o “Partido Democrata”, partido de Obama, ainda mantém a maioria, mas sem a folga que detinha e isto obrigará ao Presidente a negociar de forma a contemplar exigências do movimento conservador “Tea Party”, que tem levado apoio aos republicanos e exigido alterações na política de governo adotada até o momento.

São focos prioritários dessas lideranças a questão da “reforma da saúde”, conduzida e aprovada por Obama, mas que será confrontada pelo novo Congresso. A exigência desses grupos é que seja diminuída a presença do Estado em setores que, da sua perspectiva, devem ser exercidas pela Sociedade, insistindo que seja reduzida a intervenção do Estado na economia.

Analistas apontam que esta eleição é um termômetro da forma como o povo está vendo o desempenho do Presidente e representa um indicativo para a sua tentativa de reeleição daqui a dois anos.

Apesar de estar claro o desejo de alterações na condução da política de Governo, bem como indícios de que, hoje, os norte-americanos poderiam escolher um republicano para o cargo presidencial, a história demonstra que há casos em que o Presidente perdeu a maioria de seu partido no Congresso e conseguiu reeleição, são os exemplos de Reagan, Bush e Clinton.

De qualquer forma, acredita-se que Obama terá de mudar certas políticas, pois, se não o fizer, seguramente perderá o cargo, já que, agora, é obrigado a negociar com o Legislativo as políticas mais intervencionistas na economia, bem como a perspectiva assistencialista, comumente adotada pelo democratas.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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