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Eleitorado boliviano chega a 4,5 milhões e Morales tem maioria esmagadora nas regiões mais populosa

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De acordo com dados divulgados pela Corte Nacional Eleitoral (CNE) boliviana, o número de eleitores da Bolívia superou, esta semana, o número de 4,4 milhões dentro país, os quais, somados aos cadastrados no exterior, ultrapassa a cifra de 4,5 milhões.

 

O prazo para encerrar o cadastramento é 15 de outubro, uma vez que as eleições gerais do país ocorrerão dia 6 de dezembro. De acordo com dados registrados, os números, por região, até o momento, são os seguintes:

1.La Paz: 1.364.507,

2. Santa Cruz: 1.008.190,

3. Cochabamba:  833.468,

4. Potosí: 302.832,

5. Tarija: 232.589,

6. Oruro: 231.365,

7. Chuquisaca: 226.163,

8. Beni: 159.820,

9. Pando: 30.354.

Nos quatro Departamentos* que compõem a Média Luna** estão os principais opositores do governo Evo Morales. Estes são os denominados “departamentos autonomistas”, os quais somam 1.430.953 eleitores, o que corresponde a, aproximadamente, 32,6% do eleitorado boliviano.

 A média que tem sido registrada é de que nas regiões pró Morales, os índices chegam, ou superam os 60%, como no caso de Potosi, que Morales e o seu partido, o MAS (Movimiento al Socialismo / tradução: Movimento Para o Socialismo) obtém 80,2% de apoio popular. Já nas regiões autonomistas, a relação está equilibrada, mas os números são poucos para compensar as perdas nas regiões populosas, cuja população é predominantemente indígena. Os dados demonstram que, se a campanha permanecer com esses números, Evo Morales, o atual presidente, será reeleito com grande folga.

* Departamentos correspondem no Brasil aos Estados da Federação, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro etc.

** Região mais rica da Bolívia, composta por quatro Departamentos: Pando, Beni Santa Cruz e Tarija.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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