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Em declaração, Evo Morales reconheceu a penetração do narcotráfico no Estado boliviano

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O presidente da Bolívia, Evo Moraes, reconheceu em declaração feita na segunda-feira, dia 31 de maio, que estava surpreso com o volume de narcotráfico existente em seu país. Morales afirmou que havia uma grande penetração de narcotraficantes na estrutura do Estado, atuando no judiciário, na polícia, em quase todas as instituições, e atribuiu isto ao grande volume de dinheiro que circula nas transações de drogas. O dinheiro explicava a penetração e corrupção nas estruturas políticas e sociais, mas, segundo Morales, é o consumo que explica a geração do volume tão alto de negócios no setor.

Com estas afirmações, Morales tenta resolver dois problemas que caem sobre seu posicionamento acerca da plantação de coca na Bolívia: (1) primeiro, mantém o posicionamento de que a culpa pela situação se deve ao consumo e não à produção, já que a folha de coca, em si, não é maligna, mas a cocaína, e preserva o discurso de que a grande demanda da cultura e sociedade capitalista é a responsável pela geração desta cadeia produtiva; (2) mantém o posicionamento perante a população de cocaleiros do país (produtores legais da folha coca), uma das principais bases eleitorais que o tornou Presidente da República da Bolívia.

Além disso, Morales cria o espaço para a reaproximação com os EUA, uma vez que havia expulsado a agência norte-americana de combate ao narcotráfico, a DEA, afirmando que não eram reais os índices que os estadunidenses afirmavam.

Será um reconhecimento para tentar o retorno dos benefícios que os norte-americanos davam à Bolívia, como tarifas zero para a entrada de vários produtos bolivianos no EUA, além de ajuda financeira e cooperação técnica para tratar dos problemas de segurança no país.

Morales afirmou ainda que fará sua parte, trazendo o Exército para o combate ao narcotráfico, mas apontou que não é apenas o Estado boliviano que está contaminado pelo crime, mas também as instituições políticas, jurídicas e sociais de vários outros de países do mundo, em especial os EUA, os uuropeus e o Brasil.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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