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Empresários Paraguaios manifestam descontentamento com o MERCOSUL e apóiam a reativação da URUPABOL

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O descontentamento com relação ao MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) segue na América Latina e, desta vez, foram os industriais paraguaios que se manifestaram, lamentando os muitos fracassos e o pouco êxito do Bloco. A Associação de Industriais do Paraguai (AIP) manifestou a preocupação dos empresários do país sobre as barreiras tarifárias e não tarifárias que persistem.

 

Arturo Jara Avelli, presidente da AIP, afirmou que os principais fracassos do Bloco são, principalmente, “as barreiras que nos impõe os dois grandes países – referindo-se ao Brasil e Argentina – e o pouco respeito que há para o Paraguai e Uruguai”. Avelli chegou a afirmar ao chanceler paraguaio Héctor Lacognata que, perante este quadro, a URUPABOL deve ser reativada.

A URUPABOL foi uma iniciativa de integração, formada pelo Uruguai, Paraguai e Bolívia, em 1963. No entanto, nos debates sobre o planejamento de uma frota fluvial trinacional (favorecendo a integração e a melhoria das condições dos portos) emperraram na questão sobre qual seria o principal centro de cabotagem (transporte de cargas no interior de um país por vias fluviais ou marítimas) para os demais países. Este debate durou 13 anos e, conseqüentemente, o projeto não prosperou e caiu no esquecimento.

Ante as críticas que recebe o MERCOSUL, fica evidente que os países da URUPABOL voltem a fortalecer laços de cooperação e comecem a criar suas alternativas ao crescente enfraquecimento Mercado Comum do Sul.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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