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Equador começa crise institucional que pode levar a grave crise política

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O Equador começou esta semana um processo de crise institucional que pode levar a outra grave crise política do país. O estopim do problema se deu dentro das forcas de segurança do Equador com a participação de policias que entraram em greve contra às perdas de benefícios que tinham e se amotinaram, cercando o prédio do presidente Rafael Correa para onde foram lançadas bombas de gás lacrimogênio, cujo resultado foi a ida do Presidente ao hospital e a polarização dos discursos, com efeitos dramáticos, dentre eles os gritos de Correa para que “o matassem se tivessem coragem”.

O chefe do Exército declarou respeito ao presidente, significando que manterá lealdade ao cargo que ocupa. Contudo a crise que teve o momento mais dramático com a ação dos policiais, chegando a haver trocas de tiros, é um processo que envolve fatores mais amplos, dentre eles um plebiscito para uma Constituinte, cuja consulta o governo deseja que ocorra em 15 de abril de 2011.

Houve confronto entre os poderes do Estado, especificamente entre o “Tribunal Superior Eleitoral” e o Congresso equatoriano, com afastamento de autoridades de ambas as instituições por determinação das duas, agindo uma contra a outra.

Juristas, analistas e políticos estão temerosos com a situação nebulosa que está sendo construída no país, gerando uma instabilidade jurídica que dificilmente será  solucionada em breve.

Os fatores em jogo são as eleições presidenciais e as alterações constitucionais que se deseja fazer no Equador. O governo tem atuado afirmando que está em jogo a forma de trabalhar o embrião um “Golpe de Estado”. A oposição acusa Correa de tentar construir um caminho idêntico ao de Hugo Chávez, na Venezuela.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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