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Escândalo dos alimentos pode afetar eleições legislativas na Venezuela

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desculpou-se perante a população de seu país pelo escândalo das 120 mil toneladas (alguns periódicos estão informando 70 mil toneladas) de alimentos estragados, em depósitos da PDVAL, filial da PDVSA (“Petróleo de Venezuela S.A.”), a estatal responsável pela distribuição de gêneros alimentícios importados no país. Esta empresa tem uma rede de supermercados populares para abastecimento da população, visando garantir o controle deste setor no país, uma vez que 70%  da alimentação venezuelana é importada e a população gasta, aproximadamente, 40% de sua renda com comida.

Chávez, percebendo a gravidade do problema, está tentando corrigi-lo com vistas às próximas eleições legislativas, já que às críticas da oposição têm crescido e vem adotando mais medidas impopulares. Recentemente, proibiu camelôs de venderem alimentos para tentar controlar a inflação; emitiu ordens de prisão contra empresários opositores e fez a expropriação 11 plataformas petrolíferas da norte-americana “Helmerich & Payne”, sob alegação de dívidas com a PDVSA, cujos equipamentos estão retidos há quase um ano. Além dos problemas internos pesquisas estão sendo feitas na América Latina (Latinobarómetro) indicam que, aproximadamente, 74% da população do continente vê de forma positiva o papel dos norte-americanos e aprova o discurso de Barack Obama, com 64%  de avaliação positiva, contra 34% que, em média, dos que vêem positivamente o discurso do presidente venezuelano.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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