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Espanha e Venezuela enfrentam crise diplomática: Executivo do governo de Hugo Chávez é acusado de atuar como intermediário entre o ETA e as FARC

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No dia 1° de março, a mídia européia destacou a acusação levantada pelo juiz espanhol Eloy Velasco ao governo do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ter atuado como intermediário entre o grupo terrorista ETA (“Euskadi Ta Askatasuna”, em basco. Tradução: Pátria Basca e Liberdade) e os guerrilheiros das FARC (“Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia”). Este fato provocou uma importante crise diplomática entre os dois países.

De acordo com a acusação, a investigação foi iniciada formalmente no final de 2008 e detalhou os contatos entre o ETA e as FARC, desde 1999 (ano que Chávez assumiu a Presidência), utilizando os territórios cubano e venezuelano para compartilhar experiências em fabricação de bombas, mísseis terra-ar, guerrilha rural e urbana, além de planejarem conjuntamente atentados contra importantes políticos colombianos, dentre os quais, o Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Desde a cidade alemã de Hanover, ao saber da acusação, o Chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em coletiva de imprensa com a presença da chanceler alemã, Angela Merkel, solicitou explicações do governo venezuelano sobre o caso. “Estamos à espera das explicações por parte da Venezuela”, afirmou o mandatário espanhol, complementando que “em função dessa explicação atuará o Governo da Espanha”.

O Presidente venezuelano qualificou a acusação como “tendenciosa” e “inaceitável”, de “natureza e motivação política, contra seu governo” e disse que remete aos “restos de um passado colonial”.

Apesar das fortes declarações do Presidente Hugo Chávez, ontem, dia 2 de março, o Ministro espanhol de Assuntos Exteriores e Cooperação, Miguel Ángel Moratinos, declarou que o mandatário venezuelano tem “vontade de cooperar” para esclarecer a acusação da “Audiência Nacional”. No entanto, ainda não foi divulgada nenhuma medida de cooperação por parte do governo da Venezuela.

Por outro lado, o opositor político de Zapatero, presidente do “Partido Popular”, Mariano Rajoy, aproveitou o momento para pressionar pela explicação dos fatos e criticar as aproximações do governo espanhol com a Venezuela por meio dos acordos de cooperação, afirmando que “amizades perigosas geram muitos problemas”.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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