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EUA apóiam Coréia do Sul em possível ação militar

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O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou apoio total e incondicional à Coréia do Sul em relação às possíveis respostas militares aos ataques recebidos da Coréia do Norte e confirmaram a realização de “exercícios militares conjuntos”, a partir de domingo, dia 28 de novembro.

Segundo os norte-americanos, os exercícios já estavam programados, mas terão a função simbólica de mostrar “a força de sua aliança com a Coréia do Sul”. O porta-aviões “George Washington”, com mais de 70 aeronaves e 6 mil soldados, foi enviado para o “Mar Amarelo”, partindo do Japão e embora tenha se afastado da China, devido as manifestações dos chineses, está em posição próxima, para qualquer eventualidade.

Em comunicado do Governo estadunidense foi dito que “O presidente reiterou o apoio inabalável dos Estados Unidos ao nosso aliado, a República da Coréia, e discutiu formas de se obter avanços na paz e na segurança na península coreana”.

Segundo Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, os ministros da Defesa de EUA e Coréia do Sul estabelecerão “consultas estreitas” para coordenar a resposta conjunta que darão futuramente, caso seja necessário, já que os norte-coreanos estão ameaçando aumentar a violência, afirmando que a culpa dos ataques é de Seul, pois busca razões para realizar uma invasão com apoio dos EUA.

Contrariamente a esta hipótese, analistas afirmam que a  situação de guerra é o pior cenário possível para os norte-americanos, que não apenas são contrários a ela, como têm buscado formas de trazer equilíbrio e paz à região, situação que, da perspectiva estadunidense, seria positiva para o mundo, além da região e dos próprios EUA. Por isso, as acusações são vistas como contrárias à lógica da situação atual.

De acordo ainda com os observadores que estão se debruçando sobre o caso, o posicionamento pró paz e negociação por parte dos EUA é confirmado por um conjunto de ações, dentre elas a insistência por parte de Washington no posicionamento da China, solicitando que se envolva e seja a mediadora na situação. Ou seja, caso os estadunidenses desejassem a desestabilização da península coreana não buscariam uma participação chinesa tão intensa.

A “Organização das Nações Unidas” (ONU) está trabalhando para resolver o problema de forma negociada, o “Comando da ONU” em Seul, declarou que está tentando contatar militares do norte enquanto realizam investigações acerca da razões do ataque. Em comunicado afirmou: “O comando convocou conversas a nível de generais com o Exército norte-coreano (…) para iniciar a troca de informações e acalmar a situação”. A situação está tensa e, de acordo com notas divulgadas, o governo de Pyongyang está piorando a situação.
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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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