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O acordo assinado hoje entre EUA e Rússia traz boas expectativas para o sistema internacional. Foi pactuado um conjunto de ações coordenadas que mudam o cenário mundial, pois dão relevância à cooperação e à negociação, em termos de política internacional.

 

O primeiro ponto era a questão do desarmamento nuclear, fazendo um novo Tratado em substituição ao START, que foi assinado em 1991 e termina no final deste ano. A meta do START era limitar o número de ogivas nucleares até ao limite de 2.200 ogivas ( bombas) nucleares e o número de vetores (mísseis) a, no máximo, 1.600.

Com o novo acordo a queda foi significativa. Estabeleceu-se que o número de ogivas fique entre 1.500 e 1.675 e o de vetores entre 500 e 1.100.

A redução trouxe mais espaço para negociações, por mais que ainda seja elevado o número e se saiba dos problemas que envolvem o seu uso, sendo, por isso, improvável que ocorra.

O mais relevante é o fato de ter sido negociada a questão da implantação do escudo antimísseis dos EUA. Sua linha de frente seria composta por bases na Polônia e na República Tcheca, razão pela qual ocorreram manifestações violentas nesses países, enquanto estava sendo proposto pelo governo de George W. Bush e levou os russos a declarar que se as bases fossem instaladas, seu país reagiria militarmente, pois estava em risco a segurança da Rússia.

Hoje, não apenas a questão foi equacionada como foi proposta uma parceria entre russos e norte-americanos para construir um escudo antimíssil nuclear global com a função de impedir um ataque em qualquer parte do globo, por qualquer potência que disponha desses armamentos.

Dentre os acordos estão previstas autorizações para os EUA abastecerem suas tropas no Afeganistão através do território russo. A parceria entre os dois países não deve surpreender, pois está de acordo com a política externa norte-americana.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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