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EUA são responsabilizados por Zelaya como responsáveis pela manutenção de Micheletti no poder

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O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou nesta segunda-feira, dia 16 de novembro, que não renunciou à Presidência da República de seu país, mas recusou retornar ao cargo para encobrir a situaçãoem que Hondurasvive no momento, pela qual agora está responsabilizando os EUA.

A acusação é de que ele foi abandonado pelos norte-americanos, afirmando que eles estão focalizando nas eleições do dia 29 de novembro, como forma de resolver a crise política e, por isso, estão ignorando a restituição da democracia.

Os norte-americanos negam a acusação e afirmam que estão em constante contato com ambas as partes, mas desejam que seja cumprido o “Acordo Tegucigalpa-San José”, o qual foi assinado pelos dois protagonistas.

Entidades civis hondurenhas estão trabalhando para boicotar as eleições e tem recebido apoio da OEA (Organização dos Estados Americanos), que, até o momento, não anunciou o envio de observadores internacionais para acompanhar e legitimar o processo eleitoral.

Para resolver o problema, o atual governo hondurenho, comandado por Roberto Micheletti, anunciou que foram convidadas, aproximadamente, 250 pessoas dentre elas vários Ex-Presidentes da República, com reconhecido respeito internacional.

O mesmo tem feito o partido da oposição (Partido Nacional) que concorre nas eleições com principais chances de vitória de seu candidato Porfírio “Pepe” Lopes. O PN anunciou ter convidado 100 observadores. Dentre eles: os ex-presidentes Jorge Quiroga (Bolívia), Armando Calderón e Alfredo Cristiani (El Salvador), Vinicio Cerezo (Guatemala), Vicente Fox (México) e Alejandro Toledo (Peru). Segundo anunciou, a maioria confirmou presença e alguns enviarão um representante.

Micheletti também divulgou a possibilidade de renunciar para que um terceiro nome possa conduzir o governo transitório durante o processo eleitoral e a transição de governos. Zelaya tem afirmado que esta é uma tática que visa desviar a atenção, legitimando o movimento comandado pelo atual presidente.

A estratégia, contudo, poderá produzir resultados favoráveis, pois o papel desse novo Presidente será suportar as pressões por dois meses e garantir a transição adequada para o novo Presidente. 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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