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Evo Morales intensifica ações com vistas a eleição futura: novas nacionalizações e deslocamento de famílias

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O presidente Evo Morales, presidente da Bolívia, anunciou que pretende nacionalizar as empresas de geração de energia elétrica com vistas a baixar os custos para a população de baixa renda. Essas empresas estão nas mãos da Rurelec(britânica), das espanholas Iberdrola e Red Elétrica e da GDF Suez (francesa).

 

O objetivo é garantir que tenha apoio popular para as eleições legislativas que ocorrerão no final deste ano, quando pretende fazer mais alterações no intuito de garantir sua política de governo.

Também com este objetivo, o presidente adotou a medida de transferir 4.100 famílias entre dois Departamentos do  país (correspondentes aos estados no Brasil, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro etc.) durante os meses de julho e agosto deste ano de 2009. Elas serão transportadas da região de Potosí (fronteira sudoeste com Chile e Argentina) para a região do Pando, na faixa fronteiriça com o Acre brasileiro (extremo nordeste boliviano).

Analistas têm interpretado que essa ação visa equilibrar o pleito eleitoral e garantir a vitória para os partidários de Morales nesta região que faz parte do grupo de Departamentos autonomistas, no qual também se incluem os Departamentos Beni, Santa Cruz e Tarija.

Acredita Morales que gerará equilíbrio político na região devido a fato de ser reduzida a população da região para onde então indo, aproximadamente 60.000 habitantes. A pressa em fazer a transferência é para garantir o registro eleitoral em tempo hábil, confirmando que esse é o objetivo do presidente.

Morales segue na consecução da plataforma que o elegeu: nacionalizações, constituinte e mar territorial. Devido suas ações acreditou-se que ficaria isolado, mas os apoios de Hugo Chávez (Venezuela), Fidel Castro e agora Raul Castro (Cuba) e, pouco depois, de Rafael Correa (Equador) e Daniel Ortega (Nicarágua) deram-lhe fôlego para suportar a pressão internacional e a fuga de capital.

Hoje, as aproximações da Rússia darão a Morales recursos, e não apenas fôlego. Os russos estão entabulando tratados de apoio militar para fornecimento de armamentos e organização militar e projetam investir, aproximadamente, 4,5 bilhões de dólares na Bolívia para serem usados em infra-estrutura. Confirmando-se esse investimento, as estratégias políticas do presidente boliviano podem anular as ações e medidas da oposição e das províncias que exigem autonomia administrativa no país.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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