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Guillermo León Sáenz, líder das “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC-EP) afirmou no dia 30 de julho, sexta-feira, que deseja o diálogo com o novo governante do país, o presidente eleito Juan Manuel Santos, para buscar uma saída política para a situação da guerrilha colombiana. A declaração veio após os seguidos anúncios de que o contencioso entre Colômbia e Venezuela estão em passo de espera até a posse de Presidente, a ocorrer no próximo dia 7 de agosto.

Um exemplo foi a afirmação de Cristina Kirchner, presidente da Argentina, em 2 de julho, primeiro dia da “Reunião de Cúpula do Mercado Comum do Sul”, de que o MERCOSUL não era o “âmbito” adequado para a discussão dos problemas entre os dois países, defendendo que o Fórum adequado é a “União das Nações Sul-Americanas” (UNASUL), cujo “Secretário-Geral” é seu marido, o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner.

O discurso dos líderes da região que se posicionaram contra a denúncia feita pela Colômbia está focado em culpar o ainda presidente do país, Álvaro Uribe, reduzindo o problema às questões das diferenças pessoais entre os mandatários colombiano e venezuelano. No caso da Argentina, há interesses diretos em não afetar os Acordos e aproximações que estão sendo feitos entre os dois Estados, daí o cuidado da Presidente.

Segundo analistas internacionais, esta é a estratégia que está sendo acertada na “União das Nações Sul-Americanas” para esvaziar a questão da denúncia feita, diante das provas apresentadas de que os geurrilheiros colombianos estão estacionados em território da Venezuela. Na UNASUL se acredita que, após a posse de Santos, ele terá de negociar para não iniciar o governo com contencioso que atrapalhará a formulação de sua política externa.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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