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GOVERNO ALEMÃO PROÍBE USO DO “GOOGLE ANALYTICS”

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O “The Wall Street Journal” anunciou no dia 12 de janeiro que foi proibida pelo governo alemão a ferramenta do Google que fornece estatísticas detalhadas aos proprietários de sites sobre o número de visitantes, páginas mais acessadas, o comportamento dos visitantes, entre outras informações.

 

O uso do “Google Analytics”, como é chamado o serviço, tem sido apontado na Alemanha como um instrumento que invade a privacidade dos usuários de internet, pois a ferramenta coleta de  IP, o que viola a privacidade dos cidadãos, afirmam as autoridades.

O governo alemão está preocupado com a informação de que o Google seria capaz de criar perfis de usuários com informações sobre interesses, estilo de vida, padrão de consumo,  preferências políticas e preferências sexuais.

Todos os dados das ferramentas são processados nos EUA e o governo da Alemanha também afirma que, segundo as leis locais, os dados coletados não podem deixar o país. Por sua vez, o representante do Google na Alemanha, Per Meyerdierks, declarou que a empresa está correta ao processar os dados nos EUA e respeita os acordos entre a UE e os EUA.

Foram apresentados dados para defender o fundamento de que se cumprem todas as normas européias, mas o governo da Alemanha não ficou satisfeito com as explicações, anunciou Johaness Gaspar, “Comissário Alemão para a Proteção de Dados”. O Comissário declarou que está debatendo com o gigante da internet desde novembro de 2009 sobre o “Google Analytics”. Ele informou que os endereços IP devem ser anônimos e deve haver uma opção de opt-out* para os internautas.

A empresa concordou em fornecer uma opção que torna os endereços IP anônimos e criou uma opção de opt-out para os usuários dos principais navegadores da Web, mas o Comissário alemão ressaltou que estas medidas não são suficientes, em parte porque a opção não está disponível para alguns navegadores incluindo o “Apple Inc.’s Safari”.

Este litígio é o mais recente sinal de que as autoridades na Europa vêem com suspeita a habilidade do Google em coletar informações dos cidadãos. Tais preocupações podem forçar a empresa a alterar algumas das suas ofertas padrão, a fim de cumprir com os regulamentos locais.

Segundo o jornal alemão “Zeit Online”, dados de 2009 indicam que aproximadamente 13% dos proprietários de sites na Alemanha (ou seja, que possuem domínios terminados em .de) utilizam o “Google Analytis”, incluindo várias organizações de mídia, partidos políticos e companhias farmacêuticas.

As autoridades informaram que as empresas alemãs que utilizarem o “Google Analytis” poderão enfrentar uma ação judicial e multas que podem chegar a até R$ 130 mil para cada página que utilize o recurso visando obter informações dos padrões de visitas de usuários.

A decisão do Governo têm importantes implicações para o Google: além de diminuir sua receita no país, caso o Google não consiga reverter a situação na Alemanha, a questão da proteção de dados nos serviços desta empresa poderá ser incluída na pauta da UE para que as medidas tomadas pelas autoridades alemãs sejam aplicadas em todo o território europeu.

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* O termo opt-out refere-se às regras referentes ao envio, por e-mail, de mensagens informativas associadas às campanhas de marketing, sem que os destinatários particulares as tenham solicitado.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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